Cada um tem o 'seu' relatório do BPN

A presidente da comissão de inquérito ao caso BPN, a socialista Maria de Belém, frisou ontem que ao fim de seis meses de intenso trabalho, cada português "tem o seu relatório" uma vez que as reuniões foram profusamente seguidas pelos media. No dia em que ao fim de 189 horas e 33 minutos de trabalho em comissão de inquérito - e um incontável número de outras na sua preparação - a discussão em plenário foi a última hipótese do PS, o único partido que aprovou o relatório, defender quer a nacionalização do BPN quer a ideia de que foi o modelo de supervisão e não o Banco de Portugal que falharam.

Posição bem diferente foi a de toda a oposição, que considera que o PS apostou numa operação de "branqueamento" da imagem do governador do BP. O CDS, pela voz de Nuno Melo, frisou que o PS não consegue esquecer o facto de o governador ser o militante Vítor Constâncio, acusando a actual maioria de querer "manter tudo como está" mesmo com o risco de se "voltarem a repetir novos casos BPN". Hugo Velosa, do PSD, frisou que os portugueses " puderam seguir os trabalhos, o que prestigiou a AR". Para além disso, frisou que "a comissão permitiu ficar claro o que é preciso para corrigir os erros de supervisão".

Honório Novo, do PCP, considerou que as conclusões "protegem pessoalmente o governador do BP". João Semedo, do BE, refere que o caso ilustra "a promiscuidade entre política e negócios".

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