Mourinho e CR7 lideram a missão Real: destronar super-Barça

A Liga espanhola arranca hoje  e o Real Madrid mais português de sempre tenta reconquistar o título que lhe escapa  há duas épocas para o arqui-rival catalão

O trailer da Liga espanhola, que hoje arranca, bem podia ser este: o melhor do futebol português tenta a missão mais difícil do futebol mundial; destronar o todo-poderoso Barcelona.

As vedetas deste enredo são Cristiano Ronaldo e José Mourinho, os dois mais ilustres representantes do futebol luso, finalmente juntos pela mão do milionário Florentino Pérez.

Depois de na época anterior ter gasto 94 milhões na aquisição de CR7 ao Manchester United (juntando-lhe o internacional Kaká, o internacional francês Karim Benzema e outras vedetas), o presidente madridista preferiu desta vez contratar um treinador galáctico e o regresso pela porta grande de José Mourinho ao futebol espanhol (na senda da conquista da Liga dos Campeões pelo Inter de Milão, tendo eliminado o Barça no percurso, antes da final do... Santiago Bernabéu) apresenta-se como o principal factor de interesse da outrora alcunhada de "liga fantástica".

Chegado a Madrid, José Mourinho mudou mentalidades, deu guia de marcha a alguns ilustres acomodados do plantel merengue e promoveu contratações cirúrgicas, bem mais em conta que os devaneios faustosos, habituais do defeso madridista.

Apesar de continuar a ser ao mais gastador da Liga, até ao momento o Real Madrid despendeu 81 milhões de euros em seis contratações, menos do que na transferência de Cristiano Ronaldo na época passada - Di María e a dupla alemã Özil-Khedira estão entre os reforços mais sonantes, entre os quais também se destaca o nome de Ricardo Carvalho, defesa-central que apesar dos 32 anos continua a ser um dos preferidos de Mourinho - acompanhou-o no FC Porto e no Chelsea.

Facto é que José Mourinho aborda com cautelas esta primeira temporada. Se noutras ocasiões, o auto-intitulado Special One prometia o título logo na apresentação, desta vez o discurso é bem mais prudente.

"A minha equipa está em construção, ao passo que o Barcelona é já um produto acabado", sublinhou o técnico português recentemente, frisando a desvantagem com que parte nesta temporada para os catalães. Uma questão de estratégia no discurso ou pura constatação da realidade?

Em todo o caso, não há como contornar as expectativas altas.

Em Madrid espera-se melhor do que o chileno Manuel Pellegrini fez na temporada anterior.

O antecessor de Mourinho conseguiu discutir a liga até ao final, fez do ataque madridista o mais concretizador dos últimos 20 anos (102 golos), teve 18 vitórias em 19 possíveis no Santiago Bernabéu e conseguiu 96 pontos, o que daria para ser campeão em todas as outras épocas (porém, o Barcelona conseguiu uns impressionantes e inacreditáveis 99 pontos).

O técnico sul-americano deixou bons indicadores, mas insuficientes para corresponderem ao astronómico investimento do Real Madrid. Florentino quer títulos (o último que conquistou, a Supertaça de Espanha, foi com outro técnico português, Carlos Queiroz) e confiou essa missão ao homem que sabe como estes se conquistam… A bola está do lado José Mourinho e da armada lusitana que o auxilia nesta caminhada de sucesso que se iniciou em 2000 na Luz.

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