Beto, Bruno e Braga, três Boys com Name

Beto, Bruno China e Braga são talvez os elementos mais consistentes da equipa-sensação do campeonato português. É verdade que Wesley encanta pelos pormenores técnicos e pelos golos, mas os três Bês (Beto, Bruno China e Braga) têm provado desde o início da Liga que a liderança do Leixões assenta na segurança do guarda-redes, no sentido colectivo do médio-defensivo e na velocidade de transição do ala-direito. Conforme se viu, de resto, em Alvalade, onde a equipa de José Mota partiu para mais uma etapa no calendário que podia ser de glória, marcada pelas várias mas discretas entrevistas feitas ao treinador do líder e aos jogadores que proporcionaram a Paulo Bento o "pior momento" da época.

Entre esses inúmeros e mal dimensionados depoimentos recolhidos junto das gentes do Mar sobressaiu, no entanto, a voz experimentada do velho "mestre" Vítor Oliveira, o primeiro a assumir que o clube tem interesse em vender dois ou três craques no mercado de Inverno. Os sócios do Leixões, enquanto escutavam Mota e alguns jogadores confessar o sonho de chegar a um "grande", ouviram também o autêntico aviso à navegação feito pelo experiente Vítor, cuja carreira no futebol o obriga a andar com os pés em terra firme. A mensagem do director desportivo só terá, contudo, chegado aos adeptos leixonenses que ainda não têm televisão ou que se recusaram a ser distraídos pela folclórica cobertura da operação Fair Play, suficientemente ensurdecedora, reconheça-se, mesmo para aqueles primordialmente interessados na exaltação dos méritos do sensacional comandante da Liga portuguesa.

Os No Name Boys, como a própria designação sugere, não têm identidade assumida no quadro legal nem contribuíram com algo de relevante para a história do futebol, mas isso não impediu que uma ou duas mulheres e dois ou três rapazes (supostamente todos muito "maus", como nos filmes) roubassem aos Bês de Matosinhos o merecido protagonismo mediático, ainda por cima numa semana em que nem sequer um encontro de irmãos na longínqua Brasília se revelou mais apetecível que a claque benfiquista para as primeiras páginas dos jornais.

Outro Bruno, Bruno Alves, foi um dos utilizados por Carlos Queiroz no "sacrifício" do Bezerrão e foi também um dos "injustiçados" pelos media nos dias consagrados quase em exclusivo às movimentações no DIAP. Washington, pai e empresário do central do FC Porto, bem se desdobrou em entrevistas a rádios e a televisões, mas ainda não terá sido desta que fez ecoar na SAD azul e branca a disponibilidade do filho para abandonar o país se o tratamento mediático de que é alvo não mudar.

Noutros tempos, foram precisamente as entrevistas de outro pai (que também era o empresário) de um outro Bruno (o agora sadino Bruno Moraes) que precipitaram o fim do ciclo do jogador no Dragão.

A história repete-se ou neste caso pesa mais o apelido do que o… name?

P.S.: Na mesma noite em que Rui Alves, no Funchal, dizia ser capaz de dar umas "bofetadas" nos jornalistas, Pinto da Costa fazia sentar ao seu lado no Dragão o presidente do Braga, António Salvador, atento espectador ao triunfo portista sobre o Guimarães. Percebe-se o convite. Além da bofetada de luva branca a Emílio Macedo, nunca se sabe quando é que o FC Porto precisará de pedir "emprestado" um treinador ao Braga

Para onde vai Miguel Lopes?

O estádio dos Arcos pode ser hoje "pequeno" para albergar a multidão desejosa de ver ao vivo os bebés-líderes da Liga. Ainda por cima o Rio Ave-Leixões abre as "hostilidades" da nona jornada e isso é quase sempre um factor que pesa na agenda dos observadores que ganham a vida não a avaliar árbitros mas sim jogadores. Logo à noite não faltarão atracções em Vila do Conde, com Beto, Bruno China, Wesley e Braga a concentrarem os olhares no lado visitante e o jovem Miguel Lopes (foto) a prender a atenção entre os locais. Formado no Benfica, o lateral-direito até pode acabar no… Dragão.

Douglas, a última "vítima"

A par do Trofense, o primodivisionário que é também o "lanterna-vermelha", o Vitória de Guimarães é a outra equipa da Liga que ainda não sentiu o sabor da… vitória em casa. Como é evidente, tentará nesta ronda "descolar" do Trofense (que actua no terreno do Nacional), mas Manuel Cajuda volta a estar confrontado com um grande problema no ataque. Após as lesões que já apoquentaram jogadores como Marquinho e Jean Coral, agora foi a vez de Douglas entrar (com gravidade) para o boletim clínico. Mais do que nunca os vimaranenses devem ser pacientes para com a (debilitada) equipa…

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