Encarnados são os únicos dos três grandes que ainda não têm qualquer claque legalizada

O Benfica garante que os No Name Boys não têm um sede fornecida pelo clube. Este esclarecimento surge na sequência da chamada de Luís Filipe Vieira, presidente do clube da Luz, para testemunhar no âmbito do processo que levou à detenção de três dezenas de elementos dos No Name Boys. Segundo o Expresso, o Ministério Público quer saber como é que uma claque que não está legalizada tinha direito a um espaço, conhecido como “Casinha”.

“Estamos a falar de um espaço para sócios de porta aberta. E como os No Name Boys são sócios do Benfica podem utilizá-lo. As autoridades estão a partir de uma premissa errada. O próprio mandado partia do princípio que aquilo era a sede dos No Name Boys. O mandado é errado no seu objecto. Como já disse, aquele é um espaço aberto destinado aos sócios e que, inclusivamente, se encontra actualmente em obras”, disse João Gabriel, director de comunicação dos encarnados, ao DN, garantindo que Luís Filipe Vieira “não foi ainda notificado, mas se o for testemunhará sem problemas”.

O Benfica é o único dos três grandes que não tem qualquer claque legalizada –No Name Boys e Diabos Vermelhos. Manuel Brito, presidente da Comissão de Ética do Conselho Nacional do Desporto, realça o empenho de Luís Filipe Vieira em ver as claques do Benfica legalizadas, precisamente ele que foi insultado e ameaçado fisicamente em Julho por elementos ligados aos grupos de adeptos após uma assembleia geral do clube.

“Houve um esforço por parte do Benfica. O clube estava preocupado com as multas provocadas pelo arremesso de petardos, very lights, objectos pirotécnicos. Houve um esforço inegável por parte de Luís Filipe Vieira. Agora estamos à espera da versão final da lei.”

Jogos à porta fechada

Manuel Brito realça que há duas possibilidades, na nova lei, para legalizar claques: “Uma são os chamados grupos organizados de adeptos enquanto associação e de acordo com o código civil. Depois há uma proposta do Benfica que visa reconhecer grupos organizados de sócios, o que na prática configura uma claque.”

Com a actual lei em vigor, os clubes que apoiem claques não legalizadas têm de jogar noutro estádio. Com a nova lei, que espera aprovação na Assembleia da República, têm de jogar à porta  fechada, com danos financeiros evidentes.

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