Dos 32 arguidos, 15 foram sujeitos a medidas de coacção

'Operação Fair Play'. Balanço da Procuradoria-Geral da República. PGR manifesta intenção de combater sentimento de impunidade.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou ontem que a "Operação Fair Play", iniciada na madrugada do passado domingo, resultou na detenção de 32 pessoas ligadas à claque No Name Boys, afecta ao Benfica, das quais 15 foram sujeitas a medidas de coacção. A cinco deles foi mesmo aplicada a mais dura: prisão preventiva. O indivíduo que só anteontem foi detido é um desses cinco elementos.

Numa nota emitida pela PGR, explicava-se que foi imposta a "prisão preventiva imposta a 5 arguidos, permanência na habitação, com vigilância electrónica, imposta a 2 arguidos, apresentação periódica obrigatória para seis arguidos, sendo uma de apresentação diária e duas delas em acumulação com a medida de proibição de frequência de recintos desportivos, e termo de identidade e residência (TIR) para os dois restantes arguidos".

É assim que a PGR explica as diferentes medidas aplicadas aos 15 arguidos que foram sujeitos a um primeiro interrogatório judicial, depois de, no domingo, terem sido detidos 30 elementos. Posteriormente, foi detida mais uma pessoa, chegando-se ao número actual - 32 - na quarta-feira, dia em que mais um indivíduo caiu nas malhas da justiça. Este elemento ligado aos No Name foi sujeito a prisão preventiva por, alegadamente, ter participado em crimes de associação criminosa, roubo, incêndio e agressão.

"Foi possível recolher prova para indiciar os arguidos, que se organizaram no âmbito da claque de futebol denominada No Name Boys, pela prática de vários ilícitos criminais, designadamente dos crimes de associação criminosa, posse e tráfico de armas de fogo, tráfico de estupefacientes, ofensa à integridade física qualificada, roubo, incêndio, explosões e outras condutas violentas especialmente perigosas", explica a PGR.

De resto, o texto da PGR sublinha a acção da polícia e sublinha a "firme determinação de combater o sentimento de impunidade existente em alguns sectores da sociedade portuguesa, sejam eles quais forem, o que só poderá resultar de uma eficaz articulação entre o Ministério Público e todos os órgãos de polícia criminal, como vem sendo incentivada".

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