Benfica não dá bilhetes baratos nem facilidades às claques

O Benfica, através do seu assessor jurídico, Paulo Gonçalves, garantiu ao DN que não concede bilhetes mais baratos às claques do clube - No Name Boys e Diabos Vermelhos -, nem qualquer tipo de facilidades aos denominados grupos organizados.

"Posso garantir que as claques não têm bilhetes mais baratos para os jogos que se realizam no Estádio da Luz. Eles não precisam de descontos, a maioria é sócia com lugar cativo. Nos encontros fora, os clubes, normalmente, fazem permutas. Vamos imaginar que num Boavista-Benfica os bilhetes estão a 25 euros. O Boavista envia-nos 500 bilhetes a 20 euros, por exemplo. Depois, uma parte é colocada à disposição dos sócios nas bilheteiras do estádio, que podem esgotar rapidamente dependendo da importância do jogo, e a outra parte é distribuída pelas casas do Benfica", disse ao DN Paulo Gonçalves, que desmente qualquer facilidade concedida às claques do Benfica. "Nenhuma facilidade, rigorosamente nenhuma. Há quase dois anos, em Janeiro de 2007, depois de um Benfica-FC Porto, a Liga emitiu um despacho que proibia o apoio dos clubes a claques não legalizadas. Nós reunimos com os No Name Boys e os Diabos Vermelhos e esclarecemos que não podíamos apoiá-los enquanto não estivessem dentro dos requisitos que a lei impõe. Foi limpa a arrecadação, quando nos era mais fácil encapotar a situação. Outros apoiam claques com 150 elementos registados e depois pedem dois e três mil bilhetes", explicou o dirigente.

Paulo Gonçalves aproveita para esclarecer que o facto de não apoiar não implica que o Benfica não reconheça a existência das claques: "Há uma realidade insofismável. Há dois grupos organizados de sócios do Benfica; No Name e Diabos. Não se pode negar que eles existem. São sócios cativos que vão sempre para o mesmo lugar. Não são uns sócios quaisquer. Não apoiamos porque não cumprem os requisitos da Lei, mas reconhecemos a existência das claques", salientou, para depois criticar a Lei em vigor, 16/2004,

"A actual legislação diz que uma claque para se legalizar tem de identificar os seus membros, o Benfica propõe na nova lei que sejam considerados grupos organizados de sócios. E não será mais fácil controlar um grupo organizado de sócios do que adeptos?", pergunta.

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