Valentim pode ser acusado de novo por prevaricação

Processo da 'Quinta do Ambrósio', em Gondomar, está à espera de acusação. O autarca é suspeito de liderar negócio de venda de terreno à STCP.

O presidente da Câmara de Gondomar, Valentim Loureiro, pode voltar a tribunal, agora no âmbito processo conhecido como "Quinta do Ambrósio". A investigação está à beira de ficar concluída. Caso o autarca seja de novo condenado, poderá ter de cumprir pena de prisão.


Em causa está um negócio de compra e venda, realizado em 2001, de um terreno na freguesia de Fânzeres, concelho de Gondomar, que envolveu o filho do major, Jorge Loureiro, José Luís Oliveira, na altura vice presidente na câmara (também condenado a semana passada a três anos de prisão, com pena suspensa, no âmbito do processo "Apito Dourado"), e Laureano Gonçalves, advogado e ex-dirigente do Boavista.


O procurador Carlos Teixeira, que instaurou o processo "Apito Dourado", está de saída para exercer funções na Madeira, mas tudo indica que antes de abandonar Gondomar deixará o despacho de pronúncia concluído. Valentim Loureiro sempre negou qualquer intervenção neste negócio polémico, embora os antigos proprietários da Quinta do Ambrósio garantam que foi o autarca, na altura também presidente da Metro do Porto, que negociou directamente os terrenos com a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP).


Um dos administradores da STCP terá dito à Polícia Judiciária que participou na reunião onde Valentim Loureiro fixou o preço final a pagar pelo terreno, que iria servir para a construção de uma estação de recolha de autocarros, nunca construída. O Ministério Público poderá acusar Valentim e os outros intervenientes dos crimes de abuso de poder e prevaricação. O terreno, comprado por um milhão de euros, afecto à Reserva Agrícola Nacional, foi desafectado seis dias após compra e vendido por quatro milhões.

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