Nomeação de Morgado suspende investigações

Maria José Morgado vai coordenar as investigações sobre os processos que "nasceram" do Apito Dourado

A nomeação de Maria José Morgado para coordenar as investigações sobre os processos que "nasceram" do Apito Dourado suspendeu todas as investigações que estavam em curso. Isto porque o Procurador Geral da República, Pinto Monteiro, declarou que o despacho produzia "efeitos imediatos". Perante o teor do documento, as procuradorias distritais, onde correm os inquéritos, resolveram dar instruções para que as diligências fossem canceladas.

Assim se explica que as inquirições de Carolina Salgado (ontem no Tribunal de Gondomar e na próxima quinta-feira no Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto) tenham sido canceladas. Aliás, tal como o DN adiantou, na edição de sábado, a investigação sobre a agressão ao ex-vereador da Câmara de Gondomar Ricardo Bexiga será avocada por Maria José Morgado. Sendo assim, a ex-companheira de Pinto da Costa será ouvida em Lisboa pela equipa especial da magistrada.

De acordo com informações recolhidas pelo DN, Maria José Morgado já terá assegurado a composição da equipa, mas até à hora de fecho desta edição não foi possível apurar os seus elementos. Certa é a presença de Carlos Farinha, inspector coordenador da Polícia Judiciária, que foi subdirector de Maria José Morgado quando esta esteve (entre 2000 e 2002) à frente da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF) da PJ.

A magistrada também já terá iniciado a análise das certidões do " Apito Dourado ", quer as 18 que foram já arquivadas nas mais variadas comarcas quer as restantes 61 que continuam pendentes nos serviços do Ministério Público (duas já tiveram despacho de acusação). No que diz respeito aos arquivamentos, a opção de Morgado passará sobretudo pela análise dos casos mais complexos, como os jogos da I Liga ou as suspeitas sobre o Metro do Porto.

Caso decida pela reabertura dos processos, a magistrada terá que invocar o conhecimento de "novos elementos de prova" como argumento.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG