Morgado fica com processos de Pinto da Costa e Valentim

Presidente portista é arguido no caso da final da Taça de Portugal (época 2002/2003) entre o FC Porto e a União de Leira. O major está indiciado por um crime de tráfico de influências sobre o Conselho de Disciplina da FPF.


Maria José Morgado tomou, ontem, contacto com cinco processos que "nasceram" do "Apito Dourado" e que estão na comarca de Gondomar. Neste lote, que também será avocado pela magistrada, estão duas certidões que envolvem Pinto da Costa e Valentim Loureiro. O primeiro como arguido no caso da final da Taça de Portugal (época 2002/2003) entre o FC Porto e a União de Leira. O major está indiciado por um crime de tráfico de influências sobre o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol.

A magistrada esteve durante a manhã de ontem no Tribunal de Gondomar, onde teve uma reunião com o procurador Carlos Teixeira, o responsável pela investigação do caso, que agora está a acompanhar a fase de instrução da parte do processo que diz respeito aos jogos do Gondomar SC na II Divisão B.

Segundo informações recolhidas pelo DN, com este encontro Morgado pretendeu obter uma perspectiva geral do processo, assim como tomar conhecimento com as certidões que estão na comarca de Gondomar, após terem sido devolvidas pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP) mediante decisão da Procuradoria-Geral da República.

Uma das mais importantes diz respeito ao jogo FC Porto-União de Leira, a contar para a Final da Taça de Portugal, na época 2002/2003. Dos indícios recolhidos pelo procurador Carlos Teixeira fazem parte escutas telefónicas entre Pinto da Costa e Pinto de Sousa, ex-presidnete do Conselho de Arbitragem. Numa das conversas, o presidente do FC Porto sugeriu uma lista de árbitros "nomeáveis" para o jogo: Isidoro Rodrigues, António Costa, Pedro Henriques e Bruno Paixão. "Qualquer um destes, escolhe", disse o interlocutor de Pinto de Sousa.

Numa posterior conversa, Pinto de Sousa diz a Pinto da Costa ter conseguido que o árbitro Pedro Henriques subisse ao 3.º lugar da tabela. E como os dois primeiros classificados (Pedro Proença e Paulo Costa) estavam impedidos de apitar a final da Taça (um estava no estrangeiro e o outro pertencia à mesma associação distrital que o FC Porto), Pedro Henriques acabou por ser o escolhido para arbitrar o encontro.

Sobre Valentim Loureito, a certidão extraída diz respeito a um alegado crime de tráfico de influências num caso que envolveu a suspensão do treinador do Gondomar SC, Henrique Nunes. Este, apesar de suspenso, terá estado no banco de suplentes num jogo com os Dragões Sandinenses, o que motivou uma queixa por parte deste clube.

Numa conversa telefónica interceptada pela Polícia Judiciária, o presidente do Gondomar SC, José Luís Oliveira (arguido no processo de Gondomar) aconselhou Valentim Lourei a falar com Pedro Paes do Amaral, vogal do Conselho de Disciplina. "Você lembre-me, que eu ligo ao Madaíl para ele ver isso", respondeu o major. Valentim falou ainda com Pedro Paes do Amaral e com o obervador António Garrido, que prometeu declarar no processo não ter visto nada.

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