Morgado acusa DIAP do Porto no arquivamento do 'caso Bexiga'

'Apito Dourado'. Ministério Público diz que procuradores do Porto falharam

A equipa de Maria José Morgado responsabiliza os procuradores do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto pelo falhanço da investigação no processo relativo às agressões ao ex-vereador do PS na Câmara de Gondomar, Ricardo Bexiga, arquivado ontem pela Equipa de Coordenação do Processo Apito Dourado (ECPAD) por falta de provas.

"A investigação realizada no Porto nunca se preocupou em realizar medidas básicas como tirar impressões digitais do carro de Bexiga ou examinar o local do crime para encontrar a arma utilizada pelos agressores (um barrote de madeira), apesar de a PSP se ter deslocado ao local imediatamente a seguir à agressão", refere o despacho da procuradora Glória Alves, divulgado ontem pelo Sol on-line.

Tais diligências "teriam sido determinantes para a identificação dos autores materiais da agressão", lê-se no despacho de arquivamento datado de 31 Janeiro último.

O Ministério Público (MP) decidiu portanto arquivar, por falta de provas , o inquérito-crime à agressão a Ricardo Bexiga, que era o único que a ECPAD ainda não tinha concluído.

Termina, assim, um processo que começou a 27 de Janeiro de 2005 com a denúncia de Bexiga na Polícia Judiciária do Porto. O ex-vereador de Gondomar terá sido agredido por dois encapuzados, a 25 de Janeiro de 2005, quando saía do escritório e se dirigia a um parque de estacionamento na Alfândega (Porto).

Depois de entrar em rota de colisão com Pinto da Costa, Carolina Salgado admitiu ter contratado os executores da agressão, supostamente a mando do presidente do FC Porto.

Na sequência desta confissão, a Equipa de Coordenação do Processo Apito Dourado, liderada por Maria José Morgado, acabou por constituir arguidos Pinto da Costa, Carolina Salgado e Fernando Madureira, líder dos SuperDragões, a principal claque do FC Porto.

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