Equipa de Morgado passa Natal a ler papéis

A magistrada conseguiu, nos últimos dias, ultimar a composição da estrutura que terá um carácter vincadamente operacional, com a inclusão de cinco inspectores da PJ. A coordenar a acção destes estarão quatro magistrados do MP

Provavelmente, a noite de hoje será a única folga dos elementos do Ministério Público e da Polícia Judiciária que integrarão a equipa de Maria José Morgado, que irá analisar todos os processos que nasceram do caso "Apito Dourado". A magistrada conseguiu, nos últimos dias, ultimar a composição da estrutura que terá um carácter vincadamente operacional, com a inclusão de cinco inspectores da Polícia Judiciária (PJ). A coordenar a acção destes estarão quatro magistrados do Ministério Público (MP).

A equipa de magistrados será composta pelos procuradores Glória Alves, Luís Ribeiro, Ricardo Bragança e Maria João Costa. Da PJ foram escolhidos Carlos Farinha (coordenador de investigação criminal), Sacramento Monteiro, Sérgio Bagulho, Abel Monteiro e Micaela Branco (inspectores).

O primeiro passo da equipa passará pela recolha de todas as peças processuais das 81 certidões dispersas por 27 comarcas, após a dedução da acusação no processo de Gondomar, em finais de Janeiro deste ano.

Maria José Morgado terá de decidir quais as certidões que irá avocar e as que serão novamente remetidas às comarcas. Sendo certo que, tal como o DN avançou, o caso da agressão ao ex-vereador Ricardo Bexiga será investigado em Lisboa. E Carolina Salgado, ex-companheira de Pinto da Costa, será ouvida - resta saber em que qualidade: arguida ou testemunha - em Lisboa. A autora do livroEu, Carolinadeclarou ter participado na contratação de dois indivíduos a quem terá pago dez mil euros para agredir Ricardo Bexiga.

Em cima da mesa da superstrutura para o futebol estarão ainda as certidões relacionadas com suspeitas de falsificação na classificação dos árbitros (a maior certidão do processo que envolve 71 arguidos) e o jogo para a final da Taça de Portugal, na época 2002/2003, entre o FC Porto e a União de Leiria.

A certidão relacionada com as alegadas falsificações nas classificações dos árbitros andou, nos últimos meses, em sucessivas viagens entre Gondomar e o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa. Primeiro, foi o procurador Carlos Teixeira que, após a acusação, a enviou para Lisboa. Depois, por decisão do vice-procurador-geral da República, Agostinho Homem. Até que, anteontem, encontrava-se novamente no DIAP de Lisboa. Com a decisão de Pinto Montei- ro em atribuir todos os processos a Maria José Morgado, o processo ficará definitivamente na mãos da magistrada e deverá ser um dos primeiros a ter uma decisão final: arquivamento ou acusação.

Os magistrados deverão ainda analisar as certidões arquivadas. Só invocando "novos factos" é que estas poderão ser reabertas. Uma das mais complexas diz respeito à empresa Metro do Porto.

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