Gripe suína: EUA preparam-se para o pior

OMS avisa para o perigo de mutação. Casos suspeitos detectados em Espanha, França, Escócia, Israel, Nova Zelândia, Canadá, Colômbia. Casa Branca decretou estado de emergência sanitário.

As máscaras esgotaram. A missa foi cancelada. Militares patrulham as ruas para evitar aglomerados e manter os infectados em quarentena. Nos aeroportos, estações de comboio, paragens de autocarros, funcionários do ministério da Saúde têm ordens para impedir que pessoas com sintomas da gripe entrem nos transportes públicos. O México tenta por tudo travar o surto de gripe suína que já matou mais de 80 pessoas e infectou outras 1 300 naquele país e está agora a alastrar ao planeta.

Ao longo do dia, novos casos suspeitos foram detectados em França, Espanha, Escócia, Colômbia, Nova Zelândia e Israel. Mas, além do México é nos EUA que a situação se está a tornar mais preocupante. As autoridades anunciaram que a doença chegou a Nova Iorque, depois dos resultados positivos das análises a oito estudantes de uma escola privada. Mais de 100 outros colegas daqueles estarão em casa com sintomas de gripe.

Os médicos avisaram que o vírus tem todas as condições para se propagar de forma vertiginosa quando hoje quase 20 milhões de pessoas usarem transportes para ir trabalhar na Big Apple e aconselharam o uso de máscaras.

“Temos de estar preparados para o pior”, disse Anne Schuchat, directora do Centro de Controlo e Prevenção de doenças. “A situação é muito série e estamos muito preocupados. Não há dúvida que a doença se alastrou e nós avisamos que não podemos controlar o contágio”.

A Casa Branca declarou o estado de emergência sanitário e várias medidas de excepção depois de confirmar que há 20 casos em todo o país. As autoridades de saúde tem ordens para procurar pacientes com problemas respiratórios agudos que possam ser portadores do vírus da gripe suína. Os cientistas avisam que é necessário controlar os movimentos dos infectados para impedir uma pandemia.

A Organização Mundial de Saúde avisou ontem para o sério risco de o vírus sofrer uma mutação e tornar-se muito mais perigoso. Segundo a OMS o vírus H1N1 combina elementos da gripe suína, da gripe das aves e da gripe humana. Uma dos factos que está a deixar os cientistas mais preocupados é que, ao contrário da gripe comum este vírus parece estar a atingir sobretudo jovens adultos – o mesmo grupo afectado pelo pandemia de gripe espanhola em 1918 que matou entre 50 a 100 milhões de pessoas.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG