XKSS. Raridade recuperada

A Jaguar vai produzir uma série exclusiva e reproduzida ao detalhe de nove unidades do mítico XKSS de 1957. Os carros estarão a venda em 2017 e o seu preço diz tudo: mais de 1,26 milhões de euros

Em 1957, um incêndio destruiu a fábrica da Jaguar em Browns Lane. Entre as cinzas ficavam nove unidades do XKSS, por muitos considerado o primeiro superdesportivo do mundo. E há razões para isso. A marca britânica vivia um momento fantástico, com três triunfos sucessivos em Le Mans, 1955/56/57,através do famoso D Type, conhecido pelo original defletor aerodinâmico na linha do banco do condutor. Ora, o XKSS era nem mais do que uma exclusiva versão de estrada do carro vencedor da mais emblemática das provas de resistência do mundo.

A decisão de produtor um modelo que viria a tornar-se cobiçado ícone de colecionadores assentou na ideia de transformar os 25 D-Type construídos para a competição em versões-cliente, para o que houve que proceder a algumas transformações. Antes de mais a supressão do defletor aerodinâmico, de forma a poder dotar o carro de uma rudimentar capota em lona. Além disso foi criada uma segunda porta para o passageiro, retirada a divisão que "fechava" o posto de pilotagem e adotado um novo para-brisas, mais alto.

Os primeiros 16 carros saídos de Browns Lane seguiram para os Estados Unidos. Os outros nove foram consumidos pelas chamas. E são esses que, numa tradição muito britânica, vão ser agora produzidos, manualmente e com uma garantia de respeito integral ao detalhe, na nova Experimental Shop da Jaguar, em Warwick. As nove réplicas ultra-exclusivas vão beneficiar dos conhecimentos adquiridos no projeto E-Type Lightweight e estarão à venda no início de 2017 por um preço a condizer com o seu estatuto de raridade, mais de um milhão de libras (acima de 1 264 000euro). O valor das versões originais em leilão já ultrapassou os 2,5 milhões de libras (3 160 920euro)!

A Jaguar não forneceu dados sobre a motorização e as performances. As últimas versões do modelo recorriam a um motor 3.8 de seis cilindros, bloco em aço e cabeça em alumínio, duas árvores de cames e duas válvulas por cilindro... A potência variou entre os 250 e os 265 cv. Quanto a prestações, os melhores resultados indicados apontam para uma velocidade máxima da ordem dos 288 km/h. A capacidade de aceleração dos 0 aos 100 era inferior a 5 segundos.

D-Type e XKSS estiveram na base do muito mais massificado Jaguar E, modelo de que há muitas unidades em Portugal e que, pela audácia das linhas, ainda surpreende quem o vê.

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