Vítor Bento: É importante percecionar a importância da banca

Para o presidente da Associação Portuguesa de Bancos há um desfasamento entre a real apreciação do setor bancário, por parte dos clientes, e a imagem mediatizada da mesma.

Na sua primeira intervenção pública desde que tomou posse, Vítor Bento, presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), abordou, na quinta edição das Money Conference, o tema da importância do setor bancário para o bom desenvolvimento e financiamento da economia portuguesa. Por um lado, fazendo uma analogia com o corpo humano, a banca é como o estômago. Sem ela tudo o resto não funciona e defina. E a prova, afirmou Vítor Bento, ficou presente aquando da crise pandémica, com a utilização das moratórias disponibilizadas pela banca, sendo Portugal o terceiro país europeu que mais recorreu a essa ferramenta.

No entanto, apesar de a maioria dos clientes terem uma boa opinião dos serviços prestados pela banca - é o que os inquéritos feitos aos consumidores indicam - o certo é que, há uma espécie de esquizofrenia sobre a imagem com a qual a banca é percecionada. Um pouco como a história de Jekyll e Hyde. "A imagem da banca mediaticamente expressa está desfasada da realidade concreta", afirmou perentório o presidente da APB.

E isso é importante que seja corrigido. Mesmo porque, relembrou Vítor Bento, aquando da última crise económica, que financiou a economia e as empresas, nomeadamente as PME, foi a banca instalada e não a banca estrangeira, que rapidamente "fugiu". Sem essa banca instalada as "PME não teriam tido acesso ao crédito".

E, acrescentou o presidente da APB, é importante que toda a sociedade perceba que todos os entraves à atividade bancária são incentivos à sua deslocalização. E isso implica perda de empregos classificados, com o respetivo empobrecimento da sociedade e, ainda, o estreitar da importância estratégica do país. E, mais do que tudo, perceber que isso "é o resultado de escolhas políticas concretas".

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