Trabalho temporário não é precário, defende APESPE

Trabalho temporário está definido na lei e tem regras, diz o presidente da Associação Portuguesa das Empresas do Setor Privado de Emprego e de Recursos Humanos.

As plataformas de serviços cresceram com a pandemia e dão trabalho a muitas pessoas, mas esta atividade não deve ser confundida com trabalho temporário, considera a Associação Portuguesa das Empresas do Setor Privado de Emprego e de Recursos Humanos (APESPE-RH), que representa grandes empresas de trabalho temporário, como a Manpower, Egor e Randstad.

Afonso Carvalho, presidente da associação, sublinha a diferença e acrescenta que as mudanças na legislação laboral que estão a ser negociadas na Concertação Social, no âmbito da Agenda do Trabalho Digno, esbatem as diferenças entre estas duas formas de trabalho. Afonso Carvalho defende que o trabalho temporário está definido na lei e oferece proteção aos trabalhadores, e o das plataformas, que apelida de "trabalho precário", não.

"Nós somos completamente contra o trabalho que está na base de plataforma", diz o presidente da APESPE-RH. E justifica dizendo que estas plataformas são uma fonte de "concorrência desleal", porque, defende, "aqueles trabalhadores provavelmente não têm um contrato de trabalho ou um seguro de acidentes de trabalho, estando expostos a riscos".

O presidente da APESPE-RH é favor da intervenção governamental para regular essa fatia do mercado de trabalho, e diz que atualmente já há experiência nacional e de outros países europeus relevantes e suficientes para "injetar em Portugal alguma legislação". O mesmo com o teletrabalho, que ganhou dimensão com o confinamento.

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