Taxa de desemprego ficou em 8,1% em agosto, inativos caem

Taxa de subutilização do trabalho, medida para o desemprego real na pandemia, desceu no último mês três décimas para 15,3%.

O Instituto Nacional de Estatística estima que a taxa de desemprego tenha ficado em agosto em 8,1%, com a taxa de subutilização do trabalho, indicador do nível real de desemprego durante a pandemia, a ficar no último mês em 15,3%, três décimas abaixo do mês anterior.

Num mês em que a população desempregada continuou a aumentar - mais 3,3% em relação a julho, e 25,7% face há um ano, para um total de 417 mil desempregados oficiais -, o INE dá conta de um crescimento no emprego em 0,5% acompanhado de uma redução na população inativa - constituída por quem não pode, não quer ou já desistiu de procurar trabalho - com uma descida na subutilização do trabalho que traduz sobretudo a "diminuição do número de inativos disponíveis mas que não procuram emprego, que mais do que compensou o aumento da população desempregada".

Os dados da população empregada apontam a quem em agosto o nível de emprego nacional tenha aumentado em 21 500 pessoas, para 4,7 milhões de trabalhadores. Já o nível de desemprego oficial acrescenta 13 300 novos desempregados no último mês, para os 417 mil.

Fora deste universo, os inativos terão descido em 35 600 indivíduos no último mês, atingindo o número de 2,64 de milhões. Neste grupo, a subutilização do trabalho abrangerá 823,5 mil indivíduos, menos 12,8 mil que no mês anterior, mas ainda mais 145,7 mil que em agosto de 2019 (mais 21,5%), segundo o INE.

Os números do INE de agosto revêm duas décimas em baixa a taxa de desemprego de julho, para os 7,9%, fazendo assim como que a estimativa de agosto represente uma nova subida na taxa de desemprego.

Desde maio, primeiro mês do chamado desconfinamento, a população empregada tem vindo a retomar algum crescimento, mas que é largamente ultrapassado na subida do nível de desemprego e inatividade. O universo da população desempregada conta desde então mais 127 400 pessoas, numa subida de 44%. No mesmo período a subutilização de trabalho subiu também em 51 400 pessoas, mais 6,7%. Já o universo de empregados cresceu em 59 700 indivíduos, subindo 1,3%.

Maria Caetano é jornalista Dinheiro Vivo

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