TAP pode estar 100% privatizada em 2017

O consórcio Gateway pode exercer a sua opção de compra daqui a dois anos e o Estado é obrigado a vender

Em 2017, o consórcio de David Neeleman e Humberto Pedrosa poderá ser dono de 100 por cento do capital da TAP, de acordo com o jornal Expresso. O semanário descreve uma opção de compra que está incluída no negócio da privatização assinada quinta-feira à noite, que permitirá que, dentro de dois anos, todo o capital da transportadora aérea esteja privatizado.

O negócio assinado ontem resultou na aquisição de 61 por cento do capital da TAP pelo Consórcio Atlantic Gateway. Outros 5 por cento do capital vão ser vendidos a trabalhadores da empresa mas, se estes não os comprarem, podem ser adquiridos por Neeleman e Pedrosa. E no final de 2017, os restantes 34 por cento do capital podem ser automaticamente adquiridos pelo consórcio.

No negócio prevê-se uma opção de compra de 34 por cento que pode ser exercida no final de 2017 pela Atlantic Gateway - "basta dizer que quer, o Estado é obrigado a vender", escreve o Expresso.

Mas o Estado fica com uma opção de venda semelhante da mesma parcela do capital, podendo simplesmente decidir que quer vender à Gateway, ficando o consórcio obrigado a comprá-la, ou podendo dispersá-la na Bolsa, o que resultará igualmente numa privatização da totalidade da empresa dentro de dois anos.

O acordo de venda à Gateway foi assinado esta quinta-feira à noite. Na sexta-feira, a Comissão de Trabalhadores da TAP acusou o governo de ter apressado a privatização da transportadora aérea, após o programa de governo ter sido chumbado no Parlamento.

Neeleman e Pedrosa reuniram-se com os funcionários da empresa esta sexta-feira no refeitório das instalações de Lisboa da TAP.

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