Morte de Soares dos Santos. De Horta Osório a Rui Nabeiro, todas as reações

O Presidente da República, vários empresários e gestores, e até o líder uma central sindical, já reagiram à morte do líder do grupo Jerónimo Martins

O empresário Alexandre Soares dos Santos, presidente até 2013 do Grupo Jerónimo Martins (dono da cadeia de supermercados "Pingo Doce"), morreu ontem, aos 84 anos, vítima de cancro. As reações não se fizeram esperar.

Presidente da República

"O Presidente da República evoca a personalidade singular de Alexandre Soares dos Santos e o seu relevante papel na vida económica, social e cultural portuguesa, e, pessoalmente consternado, apresenta à Família muito sentidas condolências."

António Saraiva, presidente de CIP

"Foi um grande criador de riqueza e de emprego, defensor da iniciativa privada e dos empresários."

Cavaco Silva

"Com a morte de Alexandre Soares dos Santos, Portugal perde a sua ímpar capacidade de liderança empresarial, mas perde simultaneamente uma das vozes mais conscientes das fragilidades e das capacidades do país, sempre acutilante e desassombrado na sua análise. A sua visão estratégica fará muita falta."

Carlos Silva, líder da UGT

"Foi um empresário que criou muitos postos de trabalho e uma relação de proximidade com aqueles a quem dava emprego."

Pedro Siza Vieira, ministro da Economia

"Perdeu-se um grande líder empresarial, com um perfil multifacetado e um percurso incontornável na História recente de Portugal. Ao longo dos anos, transformou uma empresa familiar num dos maiores grupos empresariais portugueses, apostando sempre na formação de quadros, nas parcerias empresariais, na inovação e na internacionalização como suportes de uma estratégia de crescimento sustentado."

Jaime Gama, ex-MNE, presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos

"É uma grande perda não só para a economia portuguesa como também para o mecenato em Portugal. Era um espírito livre que gostava de apresentar com frontalidade todas as suas ideias e que se manteve até ao fim da vida com uma incansável energia, a refletir não só sobre o horizonte estratégico do seu grupo empresarial como também sobre as questões relevantes do país, da Europa e do mundo."

Rui Nabeiro

"Conhecia-o bem, éramos amigos e era meu cliente. Havia muita consideração de parte a parte. Sinto muita tristeza. É o caminho de todos, é certo, mas há homens, que, dada a sua atitude, deveriam permanecer mais tempo entre nós."

António Horta Osório, banqueiro

"Sempre com enorme foco na constituição e desenvolvimento de bons quadros tornou o seu grupo líder na distribuição em Portugal e na Polónia. Aliou este sucesso empresarial a uma forte vontade de contribuir para o desenvolvimento do país através das fundações que criou."

[em atualização]

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