"Se queremos manter uma banca forte, temos que olhar para a rentabilidade"

Francisco Barbeira, administrador do BPI, alerta que os níveis de rentabilidade no setor estão em níveis "historicamente baixos". Miguel Maya, CEO do BCP, diz que a política de taxas de juro negativas não está a chegar às empresas e defende uma subida das taxas.

A banca enfrenta um desafio de rentabilidade, que se encontra em níveis historicamente baixos.

Para Francisco Barbeira, administrador do BPI, os atuais níveis de rentabilidade "não são os níveis adequados para remunerar o capital, como os bancos têm que ter".

"Se queremos manter uma banca forte, temos que olhar para a rentabilidade", disse o banqueiro, esta sexta-feira, na 5ª edição da Money Conference 'Banca 2022 - Testar, Personalizar e Crescer', organizada pelo DV/DN/TSF em parceria com a EY, Sage e Iberinform.

Em termos de finanças públicas, o administrador do BPI defendeu que "o rigor orçamental e de controlo do défice voltará a estar na agenda", após a crise de 2020, frisando que "isso é absolutamente importante".

Já Miguel Maya, presidente executivo do Millennium bcp, defendeu uma subida das taxas de juro.

Destacou que as taxas de juro negativas "não estão a chegar às empresas". "Veria com agrado, do ponto de vista das taxas de juro, se houvesse uma subida, a convergir para zero. Seria favorável para a economia e a economia portuguesa", afirmou.

Elisabete Tavares é jornalista do Dinheiro Vivo

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