Rio, Nova Iorque e Amesterdão: Pestana abre 20 hotéis até 2020

Grupo vai investir 170 milhões de euros em quatro anos, apostando sobretudo nos mercados europeu e norte-americano. Em Portugal, espera "o melhor ano de sempre"

O grupo Pestana vai abrir quase 20 novos hotéis nos próximos quatro anos. É um investimento global de 170 milhões de euros, dos quais 100 milhões no estrangeiro, revelou José Roquette, chief development officer do grupo hoteleiro. "É o maior ciclo de crescimento que o grupo já teve em tão pouco espaço de tempo e vai reforçar a diversificação e manter a liderança, até consolidá-la, em Portugal."

Até 2020, o Pestana vai ter mais três mil quartos em perto de 20 novos projetos e a meta simbólica de cem hotéis deverá acontecer nos próximos quatro anos, revelou José Roquette, mostrando preferência de que esta meta seja atingida com o novo hotel do grupo em Nova Iorque. O grupo hoteleiro irá focar-se no crescimento na Europa e nos EUA. "A Europa vai ter três novos hotéis [dois em Madrid e um em Amesterdão] e estamos a estudar outros países", revelou. "Estamos à procura com atenção em vários locais; em Paris, em várias cidades da Alemanha e de Inglaterra."

Questionado sobre se estava preocupado com um sim no referendo do brexit, ditando a saída do Reino Unido da União Europeia e consequente desvalorização da libra, Roquette afirmou que, a acontecer, "não coloca em stand by o crescimento. Obviamente que a preocupação do ponto de vista económico é enorme, mas Portugal tem armas para enfrentar essa ameaça, que é real e séria".

O grupo Pestana está ainda a preparar a abertura de dois hotéis nos Estados Unidos e um outro em Marrocos. O Brasil é o mercado que está com uma pior performance e José Roquette não fechou a porta à venda de algumas unidades. Mas garantiu que o novo hotel no Rio de Janeiro abrirá a tempo dos Jogos Olímpicos.

O grupo tem dez projetos em várias fases em Portugal e o objetivo é consolidar a liderança. O responsável frisa que este é um bom momento para o turismo em Portugal e admite que esse crescimento se deve também a circunstâncias menos felizes em países que são fortes destinos turísticos como o Egito, a Turquia e até a Grécia. "Portugal vive o melhor momento turístico mas não vai ser sempre assim", avisou. "Esses países vão voltar ao mercado de forma muito competitiva e é preciso saber aproveitar a oportunidade", afirmou.

Para o responsável do grupo Pestana, 2016 será "o melhor ano de sempre", muito por causa da atividade em Portugal. A expectativa é chegar ao final do ano com um crescimento de 31% no rácio entre EBITDAR e vendas e atingir um EBITDAR de 115 milhões de euros, face aos 100 milhões de euros estimados para 2015.

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