Restauração diz que OE2022 pode ditar fim de muitas empresas

Sem mexidas no IVA da restauração e sem estímulos ao consumo, AHRESP alerta que muitas firmas podem morrer.

A proposta de Orçamento do Estado para 2022 "falha no essencial" e pode ditar a morte de muitas empresas. É assim que a AHRESP, associação que representa o setor do alojamento, restauração e similares, vê a proposta de OE apresentada pelo governo nesta semana. A associação mostra-se preocupada com a ausência de apoios diretos a estes setores, dos mais afetados pela pandemia, e alerta que há um entusiasmo com a retoma da atividade que se verificou no verão. Mas chama a atenção: três meses bons não compensam 18 de quase nenhuma atividade.

"Este OE para 2022 falha no essencial porque tem uma total ausência de medidas estruturantes de apoio à recuperação das nossas atividades. É verdade que tem uma ou outra medida que a AHRESP foi sinalizando", como o fim do Pagamento Especial por Conta, que é "importante", mas não chega, conclui Ana Jacinto.

Uma das bandeiras destes setores é a descida do IVA nos serviços de restauração e bebidas para a taxa mínima, de forma temporária, o que poderia custar aos cofres do Estado pelo menos 137 milhões por ano, de acordo com a consultora EY. Essa medida não foi acolhida na proposta de OE e a AHRESP diz não compreender "porque há esta teimosia em não a considerar". Ana Jacinto lembra que se trata de uma medida "fundamental" para este tecido empresarial, sobretudo micro e pequenas empresas, até porque permitiria criar almofada financeira depois de 18 meses de atividade foi reduzida e esgotadas as poupanças acumuladas.

Leia mais em Dinheiro Vivo a sua marca de economia

Mais Notícias

Outras Notícias GMG