Preço sobe, mas arrendamento trava na maioria das grandes cidades

Mas o valor das rendas continuou a subir. Municípios de Gondomar, Guimarães, Santa Maria da Feira e Loures tiveram os maiores aumentos.

O arrendamento para habitação continua a travar nos maiores municípios, recuando 3,8% no primeiro trimestre face ao mesmo período de 2020. Ainda assim, o preço de arrendar ainda sobe nas áreas metropolitanas e nas maiores cidades, onde os novos inquilinos pagam mais 1,2% do que um ano antes.

No período que coincidiu com o segundo grande confinamento, houve 10 373 novos contratos de arrendamento nos 24 municípios mais populosos do país, menos 414 do que um ano antes, segundo dados publicados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística com origem em informação da Autoridade Tributária.

Segundo estes, das mais de duas dezenas de concelhos com mais de 100 mil habitantes, apenas seis viram crescer o arrendamento. No grupo estão Lisboa (mais 3,1%) e Porto (+3,4%), e também Almada (+4,5%), Barcelos (+13,4%), Braga (+2%) e Vila Nova de Famalicão (+8,3%).

Nos restantes, arrendaram-se menos casas, com as principais quebras a ocorrerem em Santa Maria da Feira (menos 29,8%), Seixal (-22,2%), Setúbal (-18,4%), Sintra (-13,5%) e Vila Franca de Xira (-10,6%).

Apesar do travão no arrendamento, o preço mediano das rendas por metro quadrado nos maiores municípios atingiu no primeiro trimestre os 7,54 euros, mais 1,2% do que em igual período do ano passado, com 11 dos 18 municípios que viram o arrendamento cair a arrendarem ainda assim mais caro. Foi o caso de Gondomar, onde a renda mediana por metro quadrado aumentou 12% - na maior subida entre os concelhos mais populosos -, bem como de Guimarães (+9,8%), Santa Maria da Feira (+8,3%), Loures (+7,6%), Seixal (+4,1%), Sintra (+3%), Coimbra (+2,8%), Vila Franca de Xira (+1,9%), Vila Nova de Gaia (+0,8%), Cascais (+0,7%) e Setúbal (+0,3%).

Maia, Matosinhos, Odivelas, Oeiras, Leiria e Funchal, por outro lado, foram concelhos onde os preços caíram, a acompanhar o recuo no arrendamento.

Em Lisboa, a renda mediana recuou 9,2%, para ficar em 10,99 euros por metro quadrado, e no Porto houve uma descida de 6,7%, para os 8,3 euros por metro quadrado.

Em tendência oposta, quatro dos seis municípios onde o arrendamento continuou a crescer viram, apesar de tudo, o valor mediano das novas rendas descer. Foi o caso das principais cidades: Lisboa, onde a renda mediana recuou 9,2%, para ficar em 10,99 euros por metro quadrado, e Porto, com uma descida de 6,7% para 8,3 euros. Também Braga (-3,6%) e Almada (-1,1%) assistiram a uma diminuição dos valores.

Já Barcelos e Vila Nova de Famalicão tiveram valorizações no arrendamento a par da subida de novos contratos.

O aumento de valores apesar da quebra no arrendamento espelha-se também nos números nacionais. Mostram uma quebra de 6,5% de novos arrendamentos no arranque do ano (para 19 472), e um aumento dos valores em 5,5%,para 5,80 euros por metro quadrado.

Maria Caetano, Dinheiro Vivo

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