Portugal na cauda da Europa em capital privado investido nas empresas

Portugal é o terceiro pior país europeu em termos de capital privado investido nas empresas em função do Produto Interno Bruto. Pior, só a Grécia e a Roménia. Em 2020, o 'private equity' apenas pesou 0,026% na riqueza produzida no país.

Portugal é o terceiro país europeu em que o 'private equity' investido nas empresas menos pesa no Produto Interno Bruto (PIB).

Em Espanha investiu-se 13 vezes mais, no conjunto da Europa 19 e no Reino Unido 53 vezes mais, segundo um comunicado divulgado esta quinta-feira pela Associação Portuguesa de Capital de Risco (APCRI), citando dados da Invest Europe, a associação que representa os setores de capital privado.

A APCRI apela ao Governo para que remova os mecanismos que impedem os investidores institucionais de aplicar capital nas empresas do país.

"A anemia da nossa economia passa por aqui", afirma Luís Santos Carvalho, o novo presidente da APCRI, citado no mesmo comunicado. "É muito importante que o Governo e a Assembleia da República alterem os mecanismos que, no Orçamento de Estado, impedem os investidores institucionais em Portugal de aplicarem ativos na indústria nacional de capital privado e de capital de risco", adianta.

A APCRI adianta que "o crescimento da economia portuguesa está a ser muito prejudicado por não ter uma aplicação de capitais privados nas empresas suficiente para promover a reestruturação de pequenas e médias empresas (PME), para desenvolver startups inovadoras ou dar condições a empresas sólidas para aumentarem as suas exportações e os contratos internacionais".

Aponta que, em 2020 os 0,026% que o 'private equity' pesou no PIB bruto português, "foi, em proporção, 13 vezes inferior ao capital investido nas empresas de Espanha (0,358% do PIB) e, pior, 19 vezes menos do que a média europeia (0,512%)".

"Mais longe ainda estão a França (0,819%) e o Luxemburgo (1,193%). Fora da União Europeia o Reino Unido, cujo capital privado investido nas empresas foi 1,394% do PIB, representa uma aplicação proporcional 53 vezes superior à que existiu em Portugal", salienta.

jornalista do Dinheiro Vivo

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