"Percebi que o prazer de dar é definitivamente muito superior ao de receber"

O famoso Questionário de Proust respondido pelo vice-presidente da Accenture, Luís Pedro Duarte.

A sua virtude preferida?

Ter percebido que o prazer de dar é definitivamente muito superior ao de receber.

A qualidade que mais aprecia num homem?

Não faria particular distinção de género, mas a generosidade diz sempre muito sobre outros valores.

A qualidade que mais aprecia numa mulher?

Inteligência.

O que aprecia mais nos seus amigos?

Precisamente a generosidade e a inteligência.

O seu principal defeito?

Impaciência.

A sua ocupação preferida?

Nesta altura, caminhar.

Qual é a sua ideia de "felicidade perfeita"?

Boa praia, jantar com amigos, conversas intimistas. Tudo sem horas e de preferência a descobrir bons vinhos ou/e espumantes portugueses.

Um desgosto?

O Dr. João Noronha Lopes não ter sido eleito presidente do Benfica.

O que é que gostaria de ser?

Gostaria de ter mais talento para as artes. Gostava de cozinhar bem, de viajar (ainda) mais e escrever livros de viagens ilustrados com boas fotos. Gostava de saber tocar bateria.

Em que país gostaria de viver?

Não divulguem muito, mas isto é mesmo bom.

A cor preferida?

Azul-claro (sem vírgula).

A flor de que gosta?

Daquelas que nascem livres na primavera.

O pássaro que prefere?

Águia.

O autor preferido em prosa?

Luis Sepúlveda.

Poetas preferidos?

Caetano Veloso, e aposto que ninguém falou no Pessoa.

O seu herói da ficção?

Tintin.

Heroínas favoritas na ficção?

Mafaldinha, e tenho outra na vida real.

Os heróis da vida real?

Os pais, que vão ler isto e vão dizer "meu rico filho".

As heroínas históricas?

A história ainda vai fazer muita justiça a Angela Merkel.

Os pintores preferidos?

Para além do Da Vinci que desenhava muito bem, gosto muito do Matisse, desde 1996 precisamente, em Nova Iorque. E, claro, o nosso Pedro Calapez.

Compositores preferidos?

Mais contemporâneos o Sufjan Stevens, e o Mike Scott também escreveu e compôs umas coisas que me inspiraram, em seu tempo.

Os seus nomes preferidos?

Luís e Teresa, e Luís não foi escolha minha.

O que detesta acima de tudo?

Hipocrisia disfarçada de moralismo, e estupidez disfarçada de arrogância. A trafulhice e a velhacaria também não são bem vistas nesta zona.

A personagem histórica que mais despreza?

Todos os que se consideraram superiores para dispor e acabar com a liberdade e a vida dos outros. A propósito: ainda há demasiados países que aplicam a pena de morte.

O feito militar que mais admira?

Não admiro feitos militares de uma forma geral, mas parece que houve uma batalha em 1385 onde uma improvável conjugação entre um estratega militar de alto calibre de nome Nuno e uma padeira de seu nome Brites de Almeida, fez mesmo história.

O dom da natureza que gostaria de ter?

Regeneração.

Como gostaria de morrer?

Como alguém diria: tarde, mas o mais jovem possível.

Estado de espírito atual?

Para a frente é o caminho. Em outubro será de conquista para tentar perceber como é o oxigénio (ou a falta dele) a 6 mil metros.

Os erros que lhe inspiram maior indulgência?

Todos os que foram feitos com e para as melhores intenções.

A sua divisa?

Rápido vai-se sozinho, para ir longe vai-se acompanhado.

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