Paulo Macedo será o terceiro banqueiro mais bem pago do país

Novo CEO da Caixa Geral de Depósitos terá salário de 432 mil euros anuais de remuneração fixa

O governo ofereceu a Paulo Macedo a mesma remuneração que António Domingues negociou para a Caixa Geral de Depósitos (CGD), valor que replicou o seu salário como administrador do BPI e que agora fica como máximo na CGD.

A confirmação deste valor surge apesar de Bloco de Esquerda e PCP terem defendido que o executivo deveria aproveitar a troca na administração da CGD para baixar o salário previsto para o cargo. Mas António Costa optou por manter o salário de 432 mil euros anuais de remuneração fixa, um valor confirmado por Mário Centeno ainda em outubro, e que deixa o presidente do maior banco português no lugar de bronze dos banqueiros.

Já em comparação com o banqueiro que geriu o banco público em plena crise, José de Matos, o salário de Macedo implica um aumento superior a 80% na folha de vencimentos, já que José de Matos recebia 16,5 mil euros mensais - 232 mil euros no total dos 14 vencimentos do ano.

O ranking

Com 432 mil euros anuais, Paulo Macedo ficará aquém dos salários pagos pelos acionistas do Totta e do BPI aos seus presidentes executivos, os dois mais bem pagos.

O presidente do banco Santander Totta é, neste aspeto, líder destacado: António Vieira Monteiro recebeu no ano passado 568 mil euros de remuneração anual fixa, valor a que somou 225 mil euros em variáveis. A mais de 100 mil euros de distância surge Fernando Ulrich, a quem o BPI pagou 462 mil euros de salário fixo, além de 122,7 mil euros em variáveis.

Nos restantes bancos, em Portugal, o novo CEO da CGD ultrapassa os salários de Nuno Amado e também de António Ramalho, respetivamente CEO do BCP e do Novo Banco, a quem os bancos pagam cerca 385 mil euros de salário anual.

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