Paula Amorim. "O melhor ainda está para vir. Temos o mundo a nosso favor"

China, Austrália e Chile vão continuar a fazer crescer o grupo Amorim. Pavimentos e aeronáutica são algumas das muitas novas aplicações

Sobreviveu à monarquia, a duas guerras mundiais, à ditadura e à revolução, e a crises económicas profundas diversas, mas hoje, século e meio depois, a Corticeira Amorim está do lado certo da história e de um futuro que se quer cada vez mais verde. Ou como diz a presidente da Amorim Investimentos e Participações, "estamos com o mundo a nosso favor".

Paula Amorim acredita que "não há produto mais trend no mundo do que a cortiça", sobretudo numa altura em que os temas da sustentabilidade estão na "ordem do dia" de governos e da sociedade. "O futuro só pode ser seguramente melhor do que o passado" e o grupo tem o "material certo" para o enfrentar. E que, além de natural, "é nobre, é português e é único".

Na cerimónia de lançamento das comemorações dos 150 anos, Paula Amorim lembrou que o grupo esteve na origem e fundação de "grandes empresas", como o BCP ou a Telecel, atual Vodafone, além de outras no turismo, no imobiliário, na agroindústria e até nos têxteis. Muito devido ao entusiasmo do seu pai, Américo Amorim, pessoa de "grande visão", que "não tinha medo e que gostava de assumir riscos".

Por "consenso entre os acionistas", o grupo recentrou-se no seu core business, a cortiça, deixando que cada elemento da família desenvolva atividades noutras áreas "de forma privada". E, por isso, a Amorim Investimentos e Participações "está tão focada no negócio histórico da família", explicou, encarando o futuro "com a mesma ambição" dos seus antepassados e a "mesma vontade de criar e de deixar obra feita". António Rios Amorim, CEO da Corticeira Amorim, é "indiscutivelmente o gestor certo desta geração do grupo", sublinhou Paula Amorim, elogiando a "persistência" e a "positiva obstinação" do primo.

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