Para acabar com emissões de CO2, Volkswagen transformou-se "numa empresa de software"

Grupo constrói um ecossistema 360º, acessível para todos e com o objetivo CO2 neutro. Processo está no início e Silke Bagschik, diretora de vendas, de marketing e responsável pela e-mobilidade da Volkswagen, pede para estarem atentos às novidades no final do ano.

Os planos globais da Volkswagen para combater e acabar com as emissões de carbono, colocando o grupo numa posição de destaque dentro do mercado da mobilidade elétrica, baseia-se num moto simples e ambicioso: "A caminho da mobilidade para todos sem emissões de carbono". Silke Bagschik, diretora de vendas, de marketing e responsável pela e-mobilidade do Grupo Volkswagen, fala da reconstrução do modelo de negócio para ganhar o mundo com carros para o povo sem danos para o ambiente.

"Afinal Volkswagen significa carros para o povo e esse é uma boa mensagem para trabalharmos todos os dias. Fomos os primeiros a empenhar-se com as metas [do Acordo] de Paris. Significa que tivemos de reconstruir o negócio", explica a responsável do Grupo Volkswagen.

"O plano de transformação da carteira de produtos assenta no lançamento da família de carros elétricos, com grande investimento em todo o mundo. Mas decidimos ser muito racionais para mantermos a mobilidade acessível para todos. Para todos nos deslocarmos quando e para onde queremos", explicou Silke Bagschik.

"A coluna vertebral da nossa estratégia é entendermos de forma racional que a mobilidade elétrica é a que tem mais ganhos energéticos entre todas as que podemos explorar e pode ser mais facilmente utilizada em outros transportes e não só nos automóveis", prossegue.

"E se os carros forem atraentes, tanto melhor. São melhores veículos e com mais ganhos energéticos. As novas famílias 100% elétricas já estão disponíveis, mas vamos investir em carros híbridos, por exemplo, para reduzir a emissão de carbono nos outros segmentos. Trata-se de uma mudança de paradigma e esta nova coluna vertebral que adotámos para acabar com a emissão de carbono implicou 33 mil milhões de euros de investimentos a nível global para a construção de 26 milhões de veículos elétricos", anuncia a diretora de vendas e de marketing do Grupo Volkswagen, cuja família de viaturas elétricas assenta nos modelos ID.3 e ID.4.

"Todos estes carros começaram numa folha em branco, decidimos começar com algo de raiz e a base do sucesso da primeira vaga está aí. Um veículo muito bonito, fácil de conduzir e económico. É esta fórmula que vai retirar o receio às pessoas de aderir aos carros elétricos. Como alguém disse após a experiência, "conduzi o carro e senti-me novamente um adolescente"", revela Silke Bagschik.

"Investimos muito na inteligência das plataformas tecnológicas em que assenta a nossa família de carros elétricos, chegando ao ponto em que os carros se aperfeiçoem a eles próprios. Acabamos por nos transformar numa empresa de software para acabar com as emissões de carbono", avançou a responsável pela área de e-mobilidade do Grupo Volkswagen.

"Nos interiores, mantivemos tudo muito simples e minimalista, moderno, mas em que não são necessários muitos botões. Não vão aparecer muitos ecrãs, luzinhas. Há informação que vai aparecer no para-brisas, para as pessoas se manterem focadas na condução. E é interessante ver que muitas pessoas começam a interagir com o carro através da voz. E ele responde. São carros muito espaçosos, dá para cruzar as pernas", apontou sobre várias das componentes racionais e modernas de que a Volkswagen não abdica, como a utilização de materiais sintéticos em detrimento dos de origem animal, as malas volumosas, a ausência de cromados.

Depois, os grandes trunfos: autonomia e rapidez de carregamento. "Graças à maior autonomia e rapidez de carregamento, os problemas anteriores já não existem

Com pequenos carregamentos de 30 minutos facilmente se chega a autonomias de 1.000 quilómetros", destaca a responsável da Volkswagen.

"Começámos a investir no sistema de carregamento rápido Ionity. Temos hardware de carregamento próprio e reduzimos bastante os preços, em cerca de 50%. Na Alemanha, por exemplo, custa 380 euros e é compatível para todos os utilizadores

"Os carros elétricos serão melhores para o planeta. Estamos a construir um ecossistema 360º, acessível para todos e com o objetivo CO2 neutro. Estamos no início desse processo. Estejam atentos, no final do ano haverá novidades quanto à energia verde", concluiu Silke Bagschik sobre a "mobilidade elétrica, uma tendência que começa a ser de massas".

Mais Notícias