Operação da Groundforce não para com o pedido de insolvência

Previsões da IATA apontam para o início da recuperação do turismo, que não deverá ser afetado pela insolvência da Groundforce.

Não será um verão como o de 2019, mas vários atores do turismo acreditam que será melhor que o de 2020. Com o aumento da população vacinada um pouco por toda a Europa, os europeus começam a pôr em prática o sonho adiado de voltar a viajar.

Após uma crise, a tendência é que se procurem mercados de proximidade e Portugal tem como principais mercados emissores de turistas países como Reino Unido, Espanha, Alemanha, França e Holanda. Para os que cheguem de avião, o pedido de insolvência da Groundforce não deverá ter efeitos nos procedimentos habituais ao nível da bagagem e assistência em terra.

"É fundamental sublinhar que, enquanto decorre a apreciação judicial do requerimento apresentado pela TAP, se mantém integralmente a atividade da Groundforce e dos serviços por si prestados nos aeroportos portugueses, sendo do interesse de todos que estes serviços possam continuar a decorrer com a normalidade e a qualidade habituais", notava a companhia aérea em comunicado na segunda-feira, 10 de maio.

O pedido de insolvência será agora analisado pelas instâncias judiciais que, se entenderem que é esse o caminho, acabaram por nomear um gestor de insolvência. Ainda assim, a operação do dia a dia - apoio às companhias aéreas - não deverá sofrer modificações.

O trabalho que uma empresa de handling - ou seja de assistência em terra - executa nos aeroportos pode passar despercebido à maioria dos passageiros. Os funcionários destas empresas movem-se, por isso assim dizer, nos bastidores de toda a operação. Mas são estas empresas que dão, por exemplo, assistência a passageiros, tratam de bagagens e de carga aérea e de outras operações de aeronaves em pista. Por isso, a importância que uma empresa desta natureza é relevante para a atividade do transporte aéreo.

A Groundforce, e de acordo com a informação presente no seu site, além da TAP conta com clientes como a SATA, a Iberia, a British Airways, a Lufthansa, a Air France, a Emirates e a KLM, entre outras.

Num verão que se espera melhor que o do ano passado, contando já com mais turistas estrangeiros (ainda que longe dos níveis de 2019, quando foram mais de 16 milhões de não residentes), a situação da Groundforce não deverá causar dissabores aos passageiros das companhias aéreas clientes da Groundforce.

A Groundforce foi privatizada em 2012, tendo Alfredo Casimiro ficado com 50,1% da empresa e a TAP com 49,9%. Devido à crise viu sair mais de 1000 trabalhadores, contando atualmente com cerca de 2400 funcionários.

Ana Laranjeiro é jornalista do Dinheiro Vivo

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