Oi inclui obrigações de retalho da PT Finance na negociação com credores

Marco Schroeder, o novo CEO da Oi, iniciou novas negociações para reestruturar dívida de 10,4 mil milhões de euros da operadora brasileira.

Voltou-se à estaca zero. Agora sob a liderança de Marco Schroeder, o novo CEO, a brasileira Oi deixou cair o plano que estava a ser desenhado por Bayard Gontijo e entrou em negociações com um grupo ad hoc de credores detentores de obrigações, incluindo títulos emitidos pela PT Finance com vencimento entre 2016 e 2025, entre as quais as obrigações detidas por pequenos retalhistas, que vencem a 22 de julho. Estas últimas, subscritas por cerca de 20 mil pequenos investidores na sua maioria em Portugal, não estavam incluídas na anterior negociação levada a cabo pela Oi com os credores em Nova Iorque.

A Oi ainda não revelou uma data para o fim desta nova fase de negociação que agora se inicia. Mas, de acordo com fontes ouvidas pelo Dinheiro Vivo (DV), "se não houver mais surpresas" a operadora de telecomunicações brasileira, onde a Pharol tem 27,5% do capital, quer ter um modelo fechado até ao final de junho. Com uma dívida líquida de 40,8 mil milhões de reais até março (cerca de 10,4 mil milhões de euros), a Oi corre contra o tempo, já que a 22 de julho terá de pagar cerca de 300 milhões de euros da emissão de 400 milhões feita em 2012 pela PT Finance, ainda a PT era liderada por Zeinal Bava, junto do retalho. Cerca de 100 milhões já tinham sido reembolsados aos pequenos investidores aquando do processo de fusão entre a PT e a Oi.

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