Novos confinamentos na Europa surpreenderam FMI

Fundo dirigido por Kristalina Georgieva diz que, mesmo nos países onde a vacinação está a correr bem, não é garantido que não surjam novas complicações nas economias. Isto porque a vacinação está a correr de forma desigual no mundo. Pobres estão a ficar ainda mais para trás e em perigo.

A imposição de "novos confinamentos" por causa de uma nova vaga da pandemia em vários países europeus, como é o caso de Portugal, aliás, apanhou o Fundo Monetário Internacional (FMI) de "surpresa" e terá limitado revisões em alta mais generosas do crescimento de várias economias. Há três meses, o tom do FMI era mais confiante do que na atualização de previsões divulgada esta terça-feira.

De acordo com o outlook intercalar (que não traz dados renovados sobre Portugal, apenas para uma seleção de economias de maior dimensão de várias partes do mundo), Espanha, que é o maior parceiro económico de Portugal sofreu um corte na previsão de crescimento deste ano (face ao outlook anterior, de abril) de cerca de duas décimas, devendo crescer, ainda assim, 6,2%.

"Os novos confinamentos na Europa levaram a surpresas negativas", admite o FMI neste novo estudo. Embora haja indicadores que apontam para uma recuperação que vai além dos setores industriais (já há serviços que mostram alguma dinâmica), "sobretudo nas economias em que as infeções estão mais bem controladas", as novas variantes do vírus estão a baralhar o cenário, outra vez, agravando os riscos negativos a prazo.

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