Novo confinamento fez disparar procura de equipamento desportivo

Máquinas de cardiofitness estão entre os aparelhos mais vendidos. Treinos online oferecidos pelas cadeias, de várias modalidades, também registam um aumento da procura.

Nas redes sociais não faltam imagens de pessoas a fazer ginástica em casa depois do segundo confinamento. Fechados entre quatro paredes, os portugueses avançaram para a compra de equipamento desportivo cujas vendas não tardaram a disparar - na FNAC quintuplicaram -, com muitos a treinar acompanhados online por personal trainers: as aulas à distância aumentaram 30%.

"Já vínhamos a notar um incremento nas vendas de equipamento desportivo desde o final do terceiro trimestre de 2020 e por equipamento desportivo referimo-nos a passadeiras, bicicletas, elípticas e todo o ecossistema cardiofitness e musculação, como pesos, cordas, bancos e colchões de exercícios", adianta a FNAC. "A procura intensificou-se com este novo confinamento, estando a categoria a quintuplicar o volume de vendas face ao período de confinamento de 2020", reforça. "As máquinas de cardiofitness são os produtos mais procurados no mercado nacional."

Um crescente interesse sentido também na Sport Zone. "A procura de equipamento desportivo aumentou desde o momento em que se previu o início de um novo confinamento, à semelhança do que já tinha acontecido em 2020. Esta procura incidiu tanto em equipamentos técnicos como passadeiras e bicicletas estáticas e também em acessórios, roupa e sapatilhas para a prática de atividade física", adianta Jorge Simões, diretor de marketing e e-commerce da cadeia.

Se no primeiro confinamento "houve uma maior procura por artigos de cuidado pessoal e bem-estar, como aparadores de barba e cabelo, balanças, máquinas de sumo, ou seja, produtos que satisfizessem uma necessidade imediata do cliente como cortar o cabelo ou aparar a barba", aponta a FNAC, neste novo regresso a casa a procura alterou-se. "Por ter sido, talvez, mais expectável do que o anterior, e como ficou claro que o desporto está intimamente ligado à saúde, neste novo confinamento nota-se a crescente procura por equipamentos que permitam ao cliente suprir a necessidade da prática do exercício físico em casa."

Apesar do aumento da procura, FNAC e Sport Zone não têm denotado atrasos significativos nas entregas. "Até à data não temos sentido nem tido relatos de atrasos no cumprimento dos prazos anunciados pelos nossos e-sellers que também eles se prepararam para este aumento de procura", diz a FNAC, que no seu marketplace tem esta oferta disponível em vários vendedores que usam a plataforma de comércio eletrónico.

"Temos uma funcionalidade no nosso site que permite ao cliente ver a data estimada de entrega nas fichas de produto e acompanhar o estado da encomenda diretamente na sua conta cliente fnac.pt dando uma maior segurança na compra. Estes prazos são definidos pelo e-seller produto a produto, o que permite que dentro do seu cardex, e mediante a disponibilidade de stock e de reposição do mesmo, apresente prazos diferenciados de entrega para diferentes projetos-tipo de produto", diz a cadeia.

E o mesmo diz a Sport Zone. "Na nossa loja online, no momento da compra, o cliente é informado do prazo previsto para a entrega, calculado no momento. Naturalmente, pela compreensível sobrecarga no setor de transporte nesta altura, poderá ser um prazo ligeiramente mais alargado do que o habitual, mas que está a ser, por norma, cumprido", diz Jorge Simões. "A montagem é um serviço que a Sport Zone presta, com custos associados." "Não houve até ao momento, quaisquer reclamações ou queixas que nos tenham chegado pelos canais oficiais revelando dificuldades dos clientes no unboxing, montagem e utilização deste tipo de equipamentos", diz a FNAC.

Com equipamento em casa, muitos consumidores optaram por recorrer a aulas online para manter rotinas de treino. "A procura por aulas online tem sido uma grande tendência já desde o primeiro confinamento em 2020, altura em que criámos o Sport Zone Gym. Para dar resposta a essa necessidade, já neste ano e ainda antes do atual confinamento, iniciámos uma parceria com a HomeFitness, plataforma digital líder de mercado no fitness, em Portugal", adianta o responsável da Sport Zone.

Durante o confinamento, a cadeia está ainda dar a possibilidade de as pessoas terem acesso "a uma aula gratuita por dia, na plataforma, com modalidades variadas". Resultado? "O acesso à plataforma aumentou mais de 30% desde o início do confinamento e tem havido uma tendência crescente na procura de treinos aeróbios e outras atividades que promovem a manutenção do bem-estar físico e também a perda de peso", adianta Jorge Simões.

Ana Marcela é jornalista do Dinheiro Vivo

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