Mulheres na área da tecnologia precisam-se. E a Huawei dá bolsas

Serão 25 as estudantes das áreas da Engenharia e da Tecnologia selecionadas para receber o apoio previsto no programa de bolsas da Huawei, lançado no início desta semana.

Apoiar 50 estudantes universitários das áreas da Engenharia e da Tecnologia, que se destaquem pelo seu mérito académico e pessoal, fazendo a diferença nas suas vidas futuras, é o objetivo do programa de atribuição de bolsas da Huawei lançado no passado dia 20 de dezembro. O projeto, que conta com um orçamento de 250 mil euros para a primeira edição, tem ainda como meta atribuir metade destas bolsas a mulheres. Uma decisão que, segundo Diogo Madeira da Silva, prende-se com o objetivo de "mostrar que uma carreira em engenharia ou em tecnologia pode ser atrativa independentemente do género".

Numa indústria tradicionalmente mais masculina, e com um grande gap de género, "há muito trabalho a fazer", acrescenta o diretor de Relações Institucionais e Comunicação da Huawei em Portugal. Contudo, acredita que há cada vez mais interesse do público feminino nestas áreas. A prová-lo está o sucesso de iniciativas como a Summer School for Female Leadership in the Digital Age, uma iniciativa da Huawei a nível europeu, desenhada em conjunto com a equipa portuguesa, e que agora será exportada para o resto da Europa. "A experiência que tivemos em Portugal com a organização desta iniciativa mostrou que muito pode ser feito para reduzir o gender gap na indústria", reforça. Mais do que uma moda ou discurso politicamente correto, a igualdade de género nestas áreas é, na opinião de Diogo Madeira da Silva, fundamental para uma transição digital que não seja orientada apenas por uma determinada forma de pensar.

Para avançar com o programa, que somou 200 inscrições só no dia em que abriu as candidaturas, a Huawei desafiou o .PT, contando ainda com a contribuição da iniciativa INCoDe.2030 e da Comissão para a Cidadania e a Igualdade, e com os apoios do Portugal Digital e da secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade. Desde a fase inicial, revela o responsável de comunicação da Huawei, foram auscultados os diferentes stakeholders do ecossistema, com vista a construir um programa que fizesse sentido, mas que visse a luz do dia ainda este ano. "Estávamos muito orientados para a execução".

A rápida adesão dos parceiros possibilitou o arranque rápido, que começou a ganhar forma na Web Summit, momento em que foi assinado o memorando de entendimento para o desenvolvimento do talento nacional na área das TIC, com o .PT/INCoDe, para um programa de atribuição de bolsas. "E um mês depois ele aqui está", afirma, com satisfação, Diogo Madeira da Silva.

Os candidatos serão agora avaliados pelo seu percurso académico, mas também por outras características como o envolvimento em iniciativas sociais, de empreendedorismo ou voluntariado. No final, um júri composto por personalidades independentes avaliará a shortlist, e dessa avaliação sairá o grupo de bolseiros selecionados. "Será um trabalho exigente, mas o importante é que no final possamos contribuir para que um grupo de jovens talentos possa prosseguir os seus estudos com melhores condições", assume o responsável da Huawei.

Já para Luísa Ribeiro Lopes, presidente da Associação DNS.PT e coordenadora-geral do programa INCoDe.2030, este desafio vem ao encontro dos objetivos nacionais de formar talento nas áreas da tecnologia, com o objetivo de combater a escassez que existe a nível global, mas é também importante pela sua vertente que potencia a igualdade de género no setor e o aumento da participação das mulheres e raparigas no digital.

Os estudantes interessados podem candidatar-se, ou consultar mais informações, no site oficial do Programa de Bolsas da Huawei: programadebolsashuawei.pt.

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