Lucros do Lloyds, de Horta Osório, caem 72% em 2020

O resultado do banco britânico foi afetado pela constituição de provisões para fazer face a eventuais perdas relacionadas com a crise provocada pelas medidas adotadas no âmbito da epidemia.

O Lloyds anunciou esta quarta-feira que o seu lucro antes de impostos caiu 72% em 2020, para 1,2 mil milhões de libras (1,4 mil milhões de euros), devido ao impacto de provisões para fazer face a eventuais perdas relacionadas com a crise provocada pelas medidas impostas pelo Governo no âmbito da epidemia.

O Lloyds constituiu provisões da ordem das 4,2 mil milhões de libras em 2020, valor que compara com 1,3 mil milhões de libras no ano anterior, adianta o banco em comunicado com os últimos resultados anuais apresentados por António Horta Osório.

O banqueiro vai deixar a liderança do banco britânico em maio e assumir o comando do conselho de administração da farmacêutica portuguesa Bial.

A Lloyds anunciou ainda que vai retomar o pagamento de dividendos, com a distribuição de 0,57 libras por ação.

Apesar da descida, os lucros do Lloyds ficaram acima da média esperada pelos analistas, de 905 milhões de libras, adianta o banco.

"Apesar das imparidades constituídas no ano, predominantemente no primeiro semestre, o grupo apresentou um lucro após impostos de 1,4 mil milhões de libras. Além disso, a forte posição de capital do grupo também nos permitiu retomar as distribuições de capital", disse Horta Osório citado no comunicado com os resultados.

Atualizada às 11H49 com mais informação

Elisabete Tavares é jornalista do Dinheiro Vivo

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