João Leão: "Sem contas certas não há futuro"

Ministro das Finanças salientou retorno à trajetória de redução de dívida após a pandemia.

O ministro das Finanças, João Leão, defendeu esta terça-feira a necessidade de as opções orçamentais criarem espaço para fazer escolhas para o país, afirmando que "sem contas certas não há futuro" na conferência de apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2022 entregue na última noite.

"Sabemos que a crise nos deixa ainda um legado de dívida muito elevado com que teremos de lidar. São cerca de mais 40 mil milhões de euros", salientou, retomando uma mensagem que consta nos documentos da proposta que o governo apresenta ao parlamento.

O responsável das Finanças destacou a descida prevista do nível da dívida pública aos 122,8% do PIB no final do próximo ano, e a expectativa de em 2023 levar o défice já abaixo de 3%, em linha com as regras orçamentais europeias, que serão entretanto retomadas. Ao mesmo tempo, deu conta da previsão da recuperação do PIB no próximo ano para um nível 1,3% acima do registo de 2019, permitindo o retorno à convergência dentro da União Europeia, segundo Leão.

"É esta a segurança que nos permite agora afirmar as escolhas nos pós-crise", defendeu o ministro num conjunto de declarações muito centrado na ideia de "responsabilidade" na gestão orçamental e em "não dar passos maiores que a perna".

Com as opções tomadas para o próximo ano, defendeu Leão, haverá ainda assim um conjunto de medidas que libertarão 578 milhões de euros para as famílias, incluindo 378 milhões com desdobramento de escalões do IRS e aumento de abonos de famílias. Sobre as mudanças nos escalões de IRS, defendeu, avançará "beneficiando 1,5 milhões de famílias e não prejudicando ninguém".

Além, também, da aposta no investimento público e o Incentivo Fiscal à Recuperação dedicado às empresas, o ministro das Finanças incluiu ainda no leque das opções feitas um valor de 1600 milhões de euros para a saúde e para a educação.

Maria Caetano é jornalista do Dinheiro Vivo

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