Isabel dos Santos: Banco de Portugal está atento aos "factos novos"

A empresária angolana detém 42,5% do banco EuroBic. O Banco de Portugal admite poder trocar informação com Angola.

O Banco de Portugal está a acompanhar a situação em torno do arresto de contas e ativos de Isabel dos Santos em Angola e as suas implicações para o EuroBic, banco onde filha do ex-presidente angolano tem uma posição acionista de 42,5%.

Em resposta a questões do Dinheiro Vivo, o supervisor bancário frisou que "o Banco de Portugal considera todos os factos novos que possam ser relevantes para efeitos de avaliação/reavaliação da adequação de quaisquer pessoas que exerçam funções de administração/fiscalização ou sejam acionistas de instituições por si supervisionadas".

"Para esse efeito o Banco de Portugal interage e troca informação, nos limites do quadro normativo aplicável, com todas as entidades e autoridades, nacionais e internacionais, de forma a poder consubstanciar factos que possam ser relevantes no contexto desse juízo", adiantou.

Frisou que Isabel dos Santos "é acionista do EuroBic, não tendo qualquer outra participação social em qualquer outra instituição financeira supervisionada pelo Banco de Portugal".

Salientou ainda que a empresária "não integra o Conselho de Administração de nenhuma entidade sujeita à supervisão do Banco de Portugal".

CMVM também acompanha o caso

Também a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) anunciou esta quinta-feira que "está a acompanhar as implicações" da decisão judicial de arresto de bens da empresária angolana Isabel dos Santos em Angola.

Questionada pela Lusa, fonte oficial disse que a "CMVM está a acompanhar as implicações da referida decisão judicial, designadamente no que respeita a eventuais obrigações de prestação de informação ao mercado por entidades nacionais".

No entanto, tendo em conta que "a referida decisão incide primariamente sobre entidades de direito angolano, não se afigura por ora, e em face da informação disponível, exigível que sociedades cotadas nacionais, não visadas pela referida decisão, divulguem informação ao mercado", concluiu.

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Elisabete Tavares é jornalista do Dinheiro Vivo

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