Relatório afasta "pressões" da tutela na concessão de crédito

Documento admite "erros de avaliação" sobre "determinados créditos".

O relatório preliminar da comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD) afasta a existência de "pressões" da tutela, o acionista Estado, na concessão de crédito, mas admite "erros de avaliação" sobre "determinados créditos".

"Em nenhuma audição desta comissão parlamentar de inquérito houve qualquer declaração que pudesse demonstrar que houve pressão da tutela para aprovação de determinados créditos", declarou o deputado relator, o socialista Carlos Pereira.

O parlamentar apresenta esta manhã a sua proposta de relatório final da comissão de inquérito sobre a recapitalização e gestão da CGD desde o ano 2000, ao mesmo tempo que decorre outra comissão de inquérito em torno do banco público, embora focada na atuação do Governo na nomeação e saída de António Domingues da entidade.

Entre o dia de hoje e a próxima segunda-feira os partidos podem apresentar propostas de alteração ao relatório final da autoria de Carlos Pereira, texto que será votado e discutido em 18 deste mês.

A comissão de inquérito debruçou-se sobre a gestão do banco público desde o ano 2000, culminando no processo de recapitalização de cerca de 5.000 milhões de euros aprovado entre o Governo português e a Comissão Europeia, depois de a CGD ter apresentado um prejuízo histórico de 1.859 milhões de euros em 2016.

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