Grupo do Novo Banco avança com o despedimento coletivo de 69 trabalhadores

Parte dos funcionários trabalham no Novo Banco e outros trabalham em empresas do mesmo grupo

O Novo Banco vai avançar com o despedimento coletivo de 56 trabalhadores do banco e de mais 13 funcionários de empresas do grupo, disse à Lusa fonte da Comissão de Trabalhadores da instituição financeira.

A administração do Novo Banco reuniu-se hoje à tarde com a Comissão de Trabalhadores, tendo nessa reunião sido comunicada a informação de que os funcionários abrangidos pelo despedimento coletivo serão 56 do banco e mais 13 de empresas do grupo, como a seguradora GNB Vida.

No âmbito reestruturação acordada entre as autoridades portuguesas e a Comissão Europeia, o Novo Banco -- o banco de transição criado em agosto de 2014 na sequência da resolução do BES -- acordou reduzir em 1.000 pessoas o número de efetivos até final de 2016 e cortar 150 milhões de euros em custos operativos.

No entanto, como parte significativa dos trabalhadores já tinha saído, nomeadamente através de um programa de reformas antecipadas, e a venda de unidades no estrangeiro implicará também a redução de pessoal, no início do ano o número falado de saída de trabalhadores era de cerca de 500, tendo então o banco aberto um processo de rescisão amigáveis.

A Lusa contactou hoje o Novo Banco, mas fonte oficial escusou-se a fazer comentários.

'Banco mau' BES fechou com prejuízos de 2,6 mil milhões em 2015

O 'banco mau' BES fechou o ano de 2015 com prejuízos de 2,6 mil milhões de euros, divulgou hoje em comunicado a entidade que ficou com os chamados 'ativos tóxicos' do antigo banco da família Espírito Santo.

A entidade liderada por Luís Máximo dos Santos, que irá para administrador do Banco de Portugal, divulgou hoje o Relatório e Parecer da Comissão de Fiscalização referente às contas de 2015, em que consta a informação de que o ano passado a entidade teve "um resultado líquido do exercício negativo de 3.598.241 milhares de euros".

Em 2014, os prejuízos tinham sido ainda maiores, ao ascenderem a quase 9,2 mil milhões de euros, sendo que a maior parte se referia ainda ao tempo em que o antigo BES ainda existia.

O Banco Espírito Santo (BES) foi alvo de uma medida de resolução a 03 de agosto de 2014, tendo sido criado nessa mesma data o banco de transição Novo Banco, detido na totalidade pelo Fundo de Resolução bancário, para onde foram transferidos os ativos do BES que não eram considerados problemáticos. Em 2015, o Novo Banco teve prejuízos de 980,6 milhões de euros.

Já a entidade BES continuou a existir, tendo ficado aí os chamados 'ativos tóxicos' do banco da família Espírito Santo, sobretudo créditos sobre entidades do Grupo Espírito Santo, em geral de muito difícil recuperação, e filiais, nomeadamente o BES Angola.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG