Governo propõe recrutar fora até 8200 imigrantes neste ano

Governo quer atribuir mais vistos para empresas contratarem fora da União Europeia. CGTP está contra. UGT apoia a existência de um "referencial".

O governo quer subir o contingente de recrutamento fora do espaço Schengen para 8200 trabalhadores. O número está atualmente em 3850, mas com vários sectores da economia a acusarem falta de mão-de-obra, e de mão obra qualificada, a proposta, entregue esta sexta-feira aos parceiros da Concertação Social, pretende retomar a quota de importação de trabalhadores para próximo dos níveis pré-crise. Em 2008, o número de vistos a atribuir a trabalhadores extra-UE estava em 8830 - incluindo os contingentes de Madeira e Açores.

Da parte dos sindicatos, a CGTP rejeita mexer no número, e manifesta-se inclusivamente contra a existência deste contingente. A intersindical considera que a prioridade deve estar em legalizar os imigrantes já residentes em Portugal e em garantir igualdade de direitos e salários.

"É necessário garantir que os imigrantes que nos procuram para trabalhar tenham os mesmos direitos e deveres que os portugueses, e não sejam utilizados por entidades privadas sem escrúpulos para promover o dumping social", afirma Arménio Carlos, o secretário-geral da CGTP.

Para a intersindical, a solução para a falta de mão-de-obra manifestada atualmente em áreas que vão da agricultura à hotelaria, passando pela construção civil e tecnologias da informação, passa sobretudo por garantir melhores salários, e estabilidade.

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