Governo leva plano de recuperação a Bruxelas em outubro. "Resposta tem de ser diferente"

O documento terá como base o plano elaborado por António Costa Silva para a recuperação económica do país apresentado esta terça-feira.

O Governo vai apresentar à Comissão Europeia o plano de recuperação económica do país depois do verão, indicou esta terça-feira o ministro de Estado e da Economia, Pedro Siza Vieira.

"A resposta à crise exige, nos termos que estão acordados, a apresentação por Portugal do plano de recuperação cujo primeiro esboço deve ser apresentado à comissão europeia em em outubro deste ano", anunciou Siza Vieira durante a apresentação da "Visão estratégica para o plano de recuperação económica de Portugal 2020-2030" do consultor António Costa Silva, contratado pelo Governo para definir as linhas gerais que vão servir de base ao Executivo.

Numa mensagem gravada a partir de Bruxelas, onde ficou retido pelo impasse do Conselho Europeu, o primeiro-ministro descreveu o documento de Costa e Silva como o "fio condutor" do plano que o Governo irá apresentar em outubro ao executivo comunitário.

Esta madrugada o Conselho Europeu chegou a acordo sobre o envelope financeiro para a recuperação económica da União Europeia depois da pandemia de covid-19. Na sessão de apresentação, o ministro Pedro Siza Vieira falou de "uma crise económica abrupta e violenta", pedindo um "esforço inédito de todos", indicando que o documento do consultor e gestor representava essa "visão estratégica comum".

O governante lembrou que "nos meses de abril e de maio as exportações caíram cerca de 40% em cada mês".

Desta vez é diferente

O ministro da Economia, que tomou o lugar de António Costa no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, garantiu que desta vez, a reposta do Estado é diferente de há dez anos com a crise financeira mundial. "Em Portugal, o Estado mitigou o impacto da crise", declarou Siza Vieira, garantindo que "sem estas respostas imediatas teríamos muito mais desemprego, muito mais miséria".

O número dois do Governo afirmou que "a crise [de há dez anos] teve um impacto dramático no nosso país que foi agravado pela resposta das politicas económicas", prometendo que "desta vez a reposta tem e deve ser diferente". O ministro deu o exemplo do Orçamento Suplementar que aumentou a despesa pública na resposta à crise, com o apoio ao emprego com o lay-off simplificado ou os novos apoios aos trabalhadores.

Paulo Ribeiro Pinto é jornalista do Dinheiro Vivo, a sua marca de economia

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