Gigante de luxo Gucci suspeito de evasão fiscal

Casa de moda terá declarado atividades na Itália e na Suíça, fugindo em cerca de 1,3 mil milhões de euros às autoridades fiscais italianas

O gigante de luxo italiano Gucci, líder do grupo francês Kering, confirmou hoje as buscas realizadas na semana passada nos seus escritórios em Itália, onde a justiça está a investigar suspeitas de evasão fiscal.

De acordo com o jornal italiano La Stampa, o Ministério Público de Milão suspeita que a casa Gucci, durante vários anos, declarou atividades na Itália e na Suíça, fugindo em cerca de 1,3 mil milhões de euros às autoridades fiscais italianas.

Os investigadores têm o testemunho de um ex-executivo e estiveram durante pelo menos três dias na semana passada na nova sede ultramoderna da Gucci em Milão e também em outros escritórios, diz o diário.

"Seguindo um artigo sobre um controlo levado a cabo pela polícia fiscal local nos escritórios de Gucci em Milão e Florença, a Gucci confirma cooperar ativamente com as autoridades e confia na regularidade e transparência de suas operações", divulgou hoje de manhã o gigante da moda.

A marca Gucci não é o primeiro gigante de luxo alvo da atenção das finanças em Itália: em 2013, a Prada teve de pagar 470 milhões de euros às autoridades fiscais italianas por ter declarado durante 10 anos no exterior as receitas obtidas em Itália.

No mesmo modo, o fisco italiano conseguiu receber nos últimos anos 318 milhões de euros da Apple e 306 milhões do Google, enquanto ainda estão em andamento investigações e negociações com a Amazon e o Facebook.

Em relação à Gucci, a atenção das autoridades fiscais italianas é mais forte à medida que os resultados aumentam: a marca registou um crescimento de 49,4% no terceiro trimestre de 2017 -- após subidas de 48,3% e 39,3% nos trimestres anteriores -, com 1,5 mil milhões de euros de vendas no trimestre.

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