Funcionários de banco americano imploram por um limite máximo de... 80 horas semanais

Queixa partiu de jovens analistas do banco de investimento Goldman Sachs

Sobrecarregados de trabalho, à beira do esgotamento, jovens funcionários (contratados de primeiro ano) do banco de investimento Goldman Sachs lançaram um apelo para que a sua semana de trabalho seja limitada a um máximo de... 80 horas.

O grupo de empregados fez uma apresentação oficial de 11 páginas, semelhante às que o banco prepararia para um cliente, suportada com estatísticas e gráficos.

Na apresentação, os 13 analistas de primeiro ano do Goldman Sachs revelam ter trabalhado em média 98 horas por semana desde o início do ano e que geralmente só conseguem ir desligar por volta das 3h da manhã. Como consequência, argumentam estar a sofrer efeitos na sua saúde física e mental: 77 por cento consideram-se "vítimas de abuso no local de trabalho".

"Não consigo dormir, porque os meus níveis de ansiedade estão nos píncaros", queixou-se um dos trabalhadores, na apresentação. "Eu não vim para este emprego à espera de um horário das 9h às 5h, mas também não esperava ter um das 9h às 5 da manhã,", reclamou outro.

Para "corrigir a situação", a proposta dos 13 funcionários dizia que uma semana de trabalho de 80 horas deveria ser considerada como a "capacidade máxima" para os trabalhadores do banco.

A apresentação começou a circular nas redes sociais na quarta-feira, antes de ser disponibilizada no Twitter na quinta-feira.

"Reconhecemos que nosso pessoal está muito atarefado, porque os negócios estão numa fase forte e os volumes estão em níveis históricos", reagiu o banco de investimento.

"Ao fim de um ano de Covid, as pessoas estão compreensivelmente sobrecarregadas e é por isso que estamos prontoa a ouvir as suas preocupações e a tomar várias medidas para resolvê-las", disse uma fonte do banco à AFP, adiantando que o Goldman Sachs conversou com os 13 funcionários envolvidos no relatório apresentado e também com outros jovens contratados.

O banco acelerou o recrutamento de novos analistas desde o início do ano e transferiu outros funcionários para reforçar as suas divisões mais ocupadas, disse a mesma fonte.

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