Estudo. Vendas de smartphones 5G vão crescer 210% 

Consultora Juniper Research antecipa que o comércio do produto vai gerar mais de 50% das receitas do mercado em 2025.

As vendas de smartphones 5G vão representar mais de 50% das receitas globais do mercado dentro de quatro anos, passando de 108 mil milhões de dólares, neste ano, para 337 mil milhões, em 2025. São as mais recentes previsões da consultora Juniper Research, que antecipa um ritmo de crescimento na ordem dos 210% ao longo dos próximos quatro anos.

No relatório intitulado "5G Smartphones: Trends, Regional Analysis & Market Forecasts 2021-2025", a firma indica que os smartphones Android serão dominantes nas regiões emergentes e que o aparecimento de modelos de baixa gama será "crucial" para garantir a adesão dos consumidores. Segundo as previsões da consultora, os preços dos smartphones 5G baseados em Android serão 65% mais baixos do que os concorrentes iOS (Apple). Esta média levará a que o 5G Android seja dominante em regiões como a América Latina, por exemplo.

No entanto, os iPhones deverão manter-se extremamente populares na Europa e América do Norte. A Juniper Research prevê que os modelos 5G do smartphone da Apple vão representar 40% das receitas globais nestas duas geografias.

A caminho da massificação

Enquanto Portugal continua a ser um dos últimos países da União Europeia sem serviço comercial de 5G, o mercado global retomou o ritmo de avanço que tinha antes da pandemia. Com o surgimento de mais modelos de smartphones compatíveis com a nova geração móvel, os dados apontam para uma ascensão moderadamente rápida dos telemóveis 5G junto dos consumidores.

Mas o relatório da Juniper Research distingue o que tornará bem-sucedidas as fabricantes que estão a lançar-se neste mercado de próxima geração. A pesquisa, liderada pelo analista Adam Wears, defende que as fabricantes de modelos 5G devem garantir que o hardware será capaz de maximizar soluções futuras baseadas na nuvem, de forma a que as tarefas mais intensivas sejam processadas na nuvem e não nos próprios dispositivos.

Por outro lado, a pesquisa também indica que vão sobressair as fabricantes que garantirem que os modelos conseguem processar grande largura de banda e latência ultrabaixa ao mesmo tempo que oferecem preços competitivos.

"Direito à reparação"

A ultimação de legislação que garante ao consumidor o direito à reparação dos seus modelos poderá ter impacto no mercado, dizem os analistas da Juniper Research. Em causa estão leis na Europa e dos Estados Unidos que vão facilitar o recondicionamento de smartphones antigos em vez da substituição cíclica a cada par de anos.

No Parlamento Europeu, a legislação foi aprovada em novembro de 2020 e vai tornar as reparações mais baratas e mais fáceis, incentivando os consumidores a manterem o mesmo smartphone durante mais tempo.

"O efeito destas leis não será sentido inicialmente, à medida que os consumidores aderirem aos smartphones 5G para tirarem partido das grandes velocidades e latência reduzida das redes 5G", explica o analista Adam Wears.

No entanto, as marcas terão de fazer alguma coisa para incentivar os ciclos de renovação, argumenta. "Os fabricantes de hardware terão de usar esta oportunidade para desenharem novas capacidades para os dispositivos, de forma a que os consumidores continuem a fazer upgrades regulares e evitando perdê-los para a concorrência."


Jornalista do Dinheiro Vivo

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