Elisa Ferreira no Banco de Portugal

A eurodeputada pelo PS vai ocupar um lugar na administração do Banco de Portugal. Presidente do BES também.

Elisa Ferreira vai deixar o Parlamento Europeu para ser administradora do Banco de Portugal, avançam o Jornal de Negócios e o Expresso. Também Luís Máximo dos Santos, presidente do BES, irá ocupar um lugar de administrador.

A eurodeputada pelo PS vai ocupar o cargo deixado vago por António Varela, que se demitiu no início de março, tendo o presidente Carlos Costa passado a acumular o pelouro da supervisão prudencial.

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou ontem, num encontro com eurodeputados, que em breve um deputado português poderia abandonar o Parlamento Europeu para ocupar um cargo no domínio financeiro. "Estava eu a falar de instituições financeiras e acontece, quem sabe, se não haverá aqui perdas - relativas, porque há enriquecimento noutras áreas - de quem, em qualquer caso, tem uma posição muito útil para continuar a fazer a ponte com as instituições europeias no domínio financeiro", disse.

A eurodeputada, no entanto, não comenta e vai manter a agenda que tinha planeada para o dia de hoje. Junto do grupo dos eurodeputados socialistas não há confirmação da saída Elisa Ferreira, mas nos corredores do Parlamento Europeu já se fala no regresso de Manuel dos Santos (o primeiro suplente dos socialistas) para a bancada socialista.

Elisa Ferreira, licenciada em Economia na Universidade do Porto, e com mestrado e doutoramento na área pela Universidade de Reading, no Reino Unido, integra a Comissão de Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu. Foi ministra do Planeamento e do Ambiente nos dois governos de António Guterres.

A administração do Banco de Portugal deverá ter outras alterações ainda este ano, uma vez que vários administradores estão em fim de mandato, segundo noticiou a Lusa no início de abril. José Ramalho e João Amaral Tomaz, ambos nomeados em setembro de 2011, podem ser reconduzidos, uma vez que só cumpriram um mandato, mas o atual vice-governador Pedro Duarte Neves terá mesmo de sair do cargo, uma vez que são permitidos no máximo dois mandatos de cinco anos e foi nomeado pela primeira vez em 2006 e pela segunda em 2011.

A equipa que gere o Banco de Portugal tem atualmente menos membros do que a lei permite - apenas dois administradores -, depois da saída de António Varela. Segundo a lei orgânica do Banco de Portugal, o Conselho de Administração é composto pelo governador, por um ou dois vice-governadores e por três a cinco administradores.

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