Dormidas de portugueses no Norte e Algarve em agosto no valor mais alto em 8 anos

A atividade turística em Portugal tem sido suportada pela procura interna. Agosto não foi exceção. O Algarve contou com 1,7 milhões de dormidas de residentes e o Norte com mais de 641 mil dormidas em agosto, o valor mais alto, pelo menos, desde 2013.

A atividade turística tem vindo a dar sinais de retoma desde o segundo trimestre, com o número de hóspedes, dormidas e proveitos totais a subir. Neste agosto, os portugueses escolheram fazer turismo cá dentro. Pelo menos desde 2013 que os residentes não eram responsáveis por tantas dormidas quer no Algarve quer no Norte.

Os portugueses têm sido quem tem dado um empurrão ao turismo, contrariando a tendência registada antes da pandemia, quando o mercado interno representava cerca de um terço. Em agosto de 2021, dos 2,5 milhões de hóspedes que passaram pelas unidades de alojamento para turistas, 1,5 milhões moravam em Portugal e foram responsáveis por 4,2 milhões de dormidas, de acordo com os dados do INE. Em ambos os casos, são crescimentos face ao mesmo período de 2020, mas abaixo de 2019.

Olhando por regiões, é possível verificar que o Algarve contou com 1,7 milhões de dormidas de residentes, o que representa o melhor mês em termos de portugueses a pernoitar nos estabelecimentos de alojamento para turistas desde, pelo menos, 2013, ano a partir do qual são disponibilizados dados do INE. O Norte contou com mais de 641 mil dormidas de residentes, o melhor agosto desde 2013.

Mas se olharmos para os proveitos, a realidade é um pouco diferente. Os proveitos totais em Portugal foram superiores a 515 milhões de euros, acima de 2020, mas abaixo dos 638 milhões registados em 2019. No caso do Norte, os proveitos totais ascenderam a 65,2 milhões de euros, acima do registado em agosto de 2020, mas abaixo dos 82,3 milhões registados no oitavo mês de 2019. No Algarve, os proveitos totais foram de 229 milhões de euros, abaixo dos 265 milhões registados em 2019.

Proveitos 1,7 mil milhões abaixo
Nos oito primeiros meses do ano, o número de hóspedes superou os 7,7 milhões de pessoas, acima dos 7,2 milhões de pessoas em 2020. Mas comparando com os números de 2019 é possível perceber que os números ficam aquém: foram 11,1 milhões até agosto. Evolução idêntica registou-se nas dormidas e proveitos. As dormidas ficaram acima dos 20,2 milhões nos primeiros oito meses de 2021, quase 12% acima do registado no mesmo período em 2020.

Em 2019, foram 48,5 milhões até agosto. No caso dos proveitos totais, foram de 1,2 mil milhões de euros , mais do que os 1,01 mil milhões até agosto de 2020. Mas abaixo dos 2,9 mil milhões nos oito meses de 2019. A diferença entre este ano e até agosto de 2019 é na casa dos 1,7 mil milhões.

Espanhóis ganham força
Até à pandemia, o Reino Unido era o principal mercado emissor de turistas para Portugal tendo, em 2019, sido responsável por 9,3 milhões de dormidas. Mas com a pandemia e com as restrições aplicadas por Londres ao longo dos últimos 18 meses, o número de britânicos a visitar Portugal recuou e, consequentemente, também as dormidas. No ano passado, foram responsáveis por pouco mais de dois milhões de dormidas e, até agosto, mais de 297 mil hóspedes foram responsáveis por 1,3 milhões de dormidas.

Por outro lado, e dado que períodos de crise os turistas costumam procurar mercados de proximidade, o mercado espanhol tem dado um impulso: até agosto, passaram pelas unidades de alojamento mais de 587 mil hóspedes residentes em Espanha, tendo concretizado 1,4 milhões de dormidas.

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