Dona do Pingo Doce vai pagar 86,7 milhões aos acionistas

Trata-se do valor de dividendo remanescente que tinha sido suspenso com o eclodir da pandemia. Junta-se aos 130,1 milhões de euros de dividendos, relativos aos resultados de 2019, pagos em julho.

A Jerónimo Martins aprovou em assembleia-geral de acionistas o pagamento mais de 86,7 milhões de euros em dividendos, tal como tinha sido proposto no final de outubro pelo conselho de administração do grupo dono do Pingo Doce e da Biedronka.

Trata-se do montante remanescente dos dividendos relativos aos resultados de 2019, que tinham sido suspensos quando explodiu a pandemia no país. Este valor, que vai ser pago a 16 de dezembro, junta-se aos 130,1 milhões de euros de dividendos pagos em julho.

A assembleia-geral, que tinha como único ponto em agenda decidir sobre o pagamento dos dividendos, decidiu "aprovar a proposta apresentada pelo conselho de administração de distribuição de reservas livres no montante de 86.723.922,36 euros, equivalente ao valor bruto por ação de 0,138 euros, a distribuir pelos acionistas na proporção das suas participações, excluindo-se ações próprias em carteira", informa o grupo em comunicado ao mercado.

"O pagamento do dividendo ocorrerá no próximo dia 16 de dezembro de 2020, sendo que as acções passarão a ser transacionadas sem direito ao mesmo dois dias úteis antes dessa data, ou seja, no dia 14 de dezembro de 2020", informa ainda a Jerónimo Martins.

No final de outubro, quando foram conhecidos resultados do grupo até setembro - o grupo viu recuar 17,8%, para 219 milhões de euros, os lucros, com as vendas a subir 3,9%, para 14,198 mil milhões - o retalhista alimentar anunciou que ia avançar em novembro com a proposta do pagamento de parte do dividendo suspenso até ser avaliado o impacto da pandemia.

"No início da pandemia, face à então muito reduzida visibilidade sobre o impacto potencial da crise na atividade do ano, o payout dos resultados de 2019 foi reduzido, dos 50% inicialmente propostos, para 30%. Nesta fase, as nossas companhias deram provas da sua resiliência e determinação. Assim, atendendo à força do desempenho do grupo em tempos de adversidade, à luz da posição de caixa que temos no final de setembro e do nível de flexibilidade financeira que consideramos necessária no futuro, o Conselho de Administração decidiu propor em Assembleia Geral Extraordinária, a distribuição do montante remanescente para o payout de 50%, em linha com a política de dividendos do Grupo", anunciou Pedro Soares dos Santos, CEO da Jerónimo Martins, citado no relatório e contas.

jornalista do Dinheiro Vivo

Mais Notícias

Outras Notícias GMG