Défice público estabiliza finalmente após quase ano e meio de pandemia

Em janeiro-abril, défice aumentou 185%. Até maio, a subida, embora forte, sofreu uma franca moderação, para 54%. No primeiro semestre, aumento fica-se pelos 2%.

A subida do défice público medido em contabilidade pública (dados administrativos apurados pelas Finanças) parece estar, finalmente, a estabilizar após quase ano e meio de pandemia e de forte pressão sobre a despesa e a receita.

De acordo com uma nota enviada às redações pelo gabinete do ministro das Finanças, João Leão, "o défice do primeiro semestre das Administrações Públicas ascendeu a 7.060 milhões de euros em contabilidade pública", o que representa um aumento de apenas 150 milhões de euros face ao período homólogo.

Recorde-se que a desaceleração do défice (sobe, mas cada vez menos) está acontecer de forma evidente há cerca de três meses, até por via do efeito de base. Há um ano, as contas refletiam o embate brutal das medidas associadas à primeira vaga da pandemia e ao primeiro confinamento.

Em janeiro-abril, o défice tinha registado um aumento de 185% face aos primeiros quatro meses de 2020. Mas até maio, a subida, embora forte, sofreu uma franca moderação, para 54%.

Agora no período de janeiro a junho (primeiro semestre), o aumento do défice fica-se apenas pelos 2% em termos homólogos (face ao primeiro semestre do ano passado).

"A despesa primária apresentou um crescimento de 5,7%, refletindo as medidas extraordinárias de apoio à economia", ao passo que a receita avançou 4,6%, "em resultado do desconfinamento no período mais recente e também do efeito base associado aos impactos negativos do confinamento no período homólogo", diz a mesma nota do Ministério das Finanças.

Recorde-se que a pandemia foi declarada em março de 2020, o primeiro confinamento idem, e as medidas mais pesadas desse confinamento estiveram em vigor até maio, o que penalizou fortemente a atividade, o emprego e as contas públicas na altura.

(em atualização)

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