Covid-19 põe banca sob pressão para ajudar economia

Presidente da República recebe hoje, terça-feira, representante dos bancos e governador do Banco de Portugal.

Os principais bancos portugueses preparam-se para anunciar medidas complementares aos apoios já aprovados pelo Governo para ajudar famílias e empresas. Foi essa a indicação dada ontem, segunda-feira, pelo Presidente da República depois de receber os líderes dos cinco principais bancos nacionais.

Na videoconferência os banqueiros adiantaram a Marcelo que o objetivo é "pôr no terreno as linhas de crédito", mas também avançar com "iniciativas próprias completando, banco a banco, aquilo que consta das medidas do governo, tomando a iniciativa de fazer coisas, de estar presente na vidas das empresas num momento que é difícil", afirmou o chefe de Estado no final de encontro.

O Presidente, que viu "um espírito de grande mobilização", vai ainda esta terça-feira receber em Belém o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) e o Governador do Banco de Portugal para "ter a visão da entidade que supervisiona o sistema bancário português".

Em cima da mesa poderá estar o alargamento das moratórias do crédito à habitação ao consumo (como já foi feito em Espanha), ou estender a suspensão do pagamento de juros e capital para lá dos seis meses (na Hungria vai até ao final do ano).

A Caixa Geral de Depósitos, o BPI e o Santander, por exemplo, já dão a hipótese de aceder a moratórias nos créditos pessoais e ao consumo e o BCP também poderá aplicar condições mais vantajosas depois da análise caso a caso.

Prontos para ajudar

"Encontrei um estado de espírito de grande mobilização no sentido de ajudar a economia portuguesa num período que será difícil", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa depois do encontro para ouvir os principais banqueiros sobre a atual situação, sobre a aplicação das medidas adotadas pelo Governo e sobre "a agilização para que o dinheiro chegue ao terreno".

"É a banca a dizer que nós fomos apoiados pelos portugueses, pelos nossos clientes e outros que não eram nossos clientes ou não tinham propriamente um envolvimento bancário muito grande", indicou o presidente, acrescentando que os bancos lhe transmitiram que "além de termos pagado o que nos emprestaram e os juros, sentimos que nos devemos empenhar neste momento, do que me disseram, naquilo que é numa luta que é nacional", confidenciou.

Jornalista do Dinheiro Vivo

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