Comércio com apoios até 5 mil euros, 80% a fundo perdido

Confederação assinou, esta manhã, protocolo de boas práticas com a Direção-Geral de Saúde. Governo avança com ajudas a fundo perdido.

O Governo vai avançar com ajudas a fundo perdido para o comércio, de modo a que se possa adaptar às "exigências particulares" a que o sector está sujeito para dar resposta ao combate à covid-19.

Em causa estão apoios de cinco mil euros, no máximo, por empresa, adiantou o ministro do Planeamento, na assinatura do protocolo de boas práticas assinado entre a Direção-Geral da Saúde e a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP).

O objetivo, sublinhou, por sua vez, o ministro da Economia, Siza Vieira, é "dar sinal de confiança não só aos consumidores mas sobretudo aos trabalhadores do sector".

No evento, que está a decorrer no Palácio Nacional da Ajuda, o ministro da Economia destacou as "exigências particulares" do sector do comércio e serviços e a necessidade de "adaptação dos locais de trabalho e do consumo" às novas exigências do combate à covid-19, salientando que o Governo estará disponível para atribuir "apoios a fundo perdido" às empresas que lhes "permitam fazer esse esforço de adaptação".

O objetivo final é garantir a segurança dos clientes, mas assegurando que os trabalhadores do comércio "possam, também, cada vez mais interiorizar as novas regras", disse. Já a diretora-geral da Saúde sublinhou que este protocolo de divulgação e implementação de recomendação e implementação das boas práticas de saúde, higiene e segurança no trabalho visa "reforçar a retoma segura das atividades económicas".

Graça Freitas promete que a DGS "tudo fará" para "atender às necessidades específicas" de determinados sectores, contribuindo para a "proteção da saúde pública, da saúde social e da saúde económica", em nome do "bem estar dos cidadãos e do desenvolvimento do país".

Já o Nelson de Souza, ministro do Planeamento, especificou que as candidaturas aos novos apoios estarão disponíveis a partir de 11 de maio, sendo que os apoios, a fundo perdido, serão de cinco mil euros, no máximo, por empresa. O processo de candatura, promete, será simplificado.

António Costa, no encerramento da cerimónia, agradeceu a todos os profissionais do comércio e serviços, que se mantiveram em laboração, apesar de correrem "grande risco para a sua saúde". "O sector nunca parou e isso tem-nos permitido continuar a viver", frisou. Agradeceu, ainda, a todos os empresários que "foram forçados a parar a sua atividade, sofrendo, com isso, prejuízos económicos grandes" e o esforço que fizeram para "preservarem postos de trabalho", bem como aos trabalhadores em lay-off e que, por isso, "sofreram perdas de rendimentos".

A retoma da atividade vai ser possível, de forma gradual, a partir da próxima segunda-feira, mas terá de ser feita "com segurança para quem lá trabalha e dos consumidores, condição fundamental para que os clientes regressem aos estabelecimentos", reconhece. E porque há sectores

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