"CGD não altera preçário das comissões este ano"

o presidente executivo da CGD assumiu no entanto que há o objetivo de aumentar a receita conseguida através deste tipo de cobranças

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, garantiu esta sexta-feira que o banco público não vai alterar o preçário este ano e que o Governo não interferiu na gestão da instituição.

O primeiro ano de liderança de Paulo Macedo ficou marcado pelo regresso do banco público aos lucros, mas também pelo aumento de comissões, que se verifica também na subida do montante angariado: o resultado de serviços e comissões subiu 15 milhões de euros (3%), para 465 milhões de euros em 2017.

Questionado sobre se se preveem novas subidas dos preçários este ano, o presidente executivo da CGD admitiu que existe a intenção de aumentar o volume angariado através das comissões, mas não de alterar o preçário este ano.

O preçário das comissões da CGD esteve em debate no parlamento esta semana, com o primeiro-ministro, António Costa, a afirmar que o Governo "não se intromete na gestão da Caixa Geral de Depósitos".

Paulo Macedo reiterou esta sexta-feira a afirmação do primeiro-ministro: "Não tivemos qualquer interferência do Governo nestes 12 meses de atividade. O Governo não serve para qualquer desculpa desta Comissão Executiva".

O presidente executivo da CGD afirmou, ainda, que "também seria estranho" se essa interferência tivesse acontecido, uma vez que o Plano Estratégico "diz que a Caixa tem de se comportar atuando de acordo com as regras de mercado e o investimento foi feito como se de banco privado se tratasse".

Paulo Macedo disse, ainda, que "o número de pessoas isentas" de comissões é "muito superior a um milhão de pessoas" e que incluem cerca de 700 mil reformados, todos os universitários, as pessoas que têm cartão jovem, entre outros.

O presidente executivo do banco detalhou depois o número de pessoas isentas de comissões, que são quase "três milhões": cerca de 1,3 milhões de reformados e jovens isentos, mais 1,2 milhões de pessoas isentas por vinculação (cumprindo determinadas condições) e mais 800 mil por terem 'saldo zero'.

Ainda assim, Paulo Macedo defendeu que algumas isenções davam "centenas de milhares de prejuízos todos os anos" e que o dever da Caixa é "não ter produtos que lhe deem sistemicamente prejuízos".

O líder da CGD comparou ainda os preços das comissões cobrados pelo banco público com os preços dos seus concorrentes, considerando que as outras instituições apresentaram aumentos de comissões mais elevados.

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