Centeno não acompanha Grécia no pedido de reestruturação da dívida

Ministro das Finanças português diz que Portugal tem de se concentrar no cumprimento do Programa de Estabilidade

O ministro das Finanças anunciou ontem, em Bruxelas, que não vai acompanhar um eventual pedido da Grécia para a reestruturação da dívida. Mário Centeno diz que "é altura" do governo "se concentrar nas obrigações" que tem perante "os portugueses, o Parlamento e a Europa".

"Temos um programa de estabilidade apresentado, que queremos cumprir, que vem na sequência daquilo que foram os objectivos que estabelecemos no Orçamento do Estado de 2016", afirmou o ministro, no final da reunião do eurogrupo.

Os ministros da Finanças da zona euro debateram, pela primeira vez, uma possível reestruturação da dívida da Grécia, embora com um cenário de "perdão ou de mudanças radicais" eliminado à partida pelo presidente do eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem.

Mário Centeno considera que "neste momento é importante dar espaço às autoridades gregas para implementarem as medidas aprovadas, e esperar que todas elas tenham sucesso", por isso dá a entende que o governo não vai perturbar o debate sobre a Grécia, juntando a questão portuguesa, até porque a "prioridade" do executivo é outra.

"É altura de nos concentrarmos nas nossas obrigações no contexto quer nacional, nos compromissos que temos com os portugueses, com o Parlamento e, obviamente, também na Europa", afirmou, acrescentando que "o governo português sabe bem o rigor e a exigência que tem que pôr na sua ação e é esse caminho que queremos trilhar".

Já em relação à expectativa do governo sobre as decisões da Comissão em relação ao procedimento por défice excessivo, que será anunciada no dia 18, quando Bruxelas anunciar as recomendações específicas aos Estados-Membros, Centeno diz que para já "não é gostaria de se pronunciar" sobre essa matéria.

"Essa avaliação está a ser feita. O governo está a acompanhar muito de perto, com a Comissão Europeia. Tivemos, obviamente, contactos com a Comissão e esses contactos vão continuar no espírito construtivo e frutuoso como foram os contactos do mês de janeiro", afirmou.

Bruxelas

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